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"Estamos num país de loucura onde tudo é permitido"

A presidente da APRe! diz que os reformados são o "alvo preferencial" do Governo e que as restantes medidas são "o descalabro na função pública". "Isto tem de ter algum fim. Não podemos continuar a viver nesta situação”, defendeu Maria do Rosário Gama.
Maria do Rosário Gama diz que os reformados são o "alvo preferencial" do Governo

A dirigente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados reagia pouco depois do anúncio dos cortes de Passos Coelho sobre os trabalhadores e reformados, dizendo à agência Lusa estar ainda transtornada com o que acabara de ouvir, em particular os "cortes brutais para os pensionistas, com a taxa de sustentabilidade, que Passos não explicou "se vai ser aplicada sobre a contribuição extraordinária de solidariedade ou se é para ser aplicada em 2014 para substituir a contribuição extraordinária de solidariedade". 

A questão da convergência dos regimes de pensões também levanta dúvidas à APRe!, com Maria do Rosário Gama a questionar-se se o Governo pretende recalcular as pensões, tendo em conta que as regras de cálculo foram definidas quando as pessoas se reformaram. “Eu acho que isto é de louco. Estamos num país de loucura, onde tudo é permitido. Isto tem de ter algum fim. Não podemos continuar a viver nesta situação”, defendeu a dirigente do movimento de reformados e pensionistas que cantou a Grândola nas galerias do Parlamento esta sexta-feira, após a discussão da petição que apresentaram em novembro sobre a inconstitucionalidade do Orçamento de Estado de 2013.

Questionada sobre o aumento da idade da reforma para os 66 anos sem penalizações, Maria do Rosário Gama afirmou tratar-se  de uma “coisa horrível”. “Isto é o descalabro na função pública. É o descalabro a questão da mobilidade, a questão dos despedimentos, o aumento da comparticipação para a ADSE. Tudo isto é uma situação terrível para o país”, concluiu a presidente da APRe!

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