Estado português pagou 8,38 milhões em comissões a bancos, para duas emissões de dívida

02 de agosto 2013 - 14:16

Nas duas emissões de dívida pública, que o atual governo e Cavaco Silva tanto louvaram como o chamado “regresso aos mercados”, o Estado português pagou 8,38 milhões de euros só em comissões a bancos.

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Pedro Filipe Soares declarou à comunicação social que estas comissões é “mais um pagamento extraordinário à banca” para além dos “juros exorbitantes”, defendendo que se trata de um pagamento “desnecessário” - Foto de aranjuez1404/flickr

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública sobre as emissões de dívida pública de médio/longo prazo.

Na resposta ao requerimento feito por Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, o IGCP refere que o Estado pagou em comissões a bancos 8,38 milhões de euros, nas duas emissões de dívida a médio/longo prazo, que foram largamente saudadas pelo governo e pelo PR como “o regresso aos mercados”. As emissões de dívida foram sindicadas por bancos, que cobraram estas comissões chorudas.

Na primeira emissão de 2.500 milhões de euros a cinco anos, realizada em 23 de janeiro de 2013, o Estado pagou em comissões 3,125 milhões de euros, o equivalente a 0,125%, aos bancos Barclays, BES, Deutsche Bank e Morgan Stanley.

Na segunda emissão foram colocados 3.000 milhões de euros em dívida a 10 anos, o Estado pagou 5,25 milhões de euros, equivalente a 0,175%, em comissões aos bancos que foram responsáveis pela colocação da dívida: Caixa BI, Citigroup, Credit Agricole, Goldman Sachs, HSBC e Société Générale.

Pedro Filipe Soares declarou à comunicação social que estas comissões é “mais um pagamento extraordinário à banca” para além dos “juros exorbitantes”, defendendo que se trata de um pagamento “desnecessário”.