Marisa Matias, José Gusmão e outros eurodeputados apelaram esta quarta-feira no Parlamento Europeu a uma “resposta humanitária que chegue à população curda e às populações mais vulneráveis na Turquia e na Síria, após o terramoto”.
O grupo, que integrava também o cipriota turco Niyazi Kızılyürek do Partido Progressista do Povo Trabalhador, a holandesa Anja Hazekamp do Partido Pelos Animais e o dinamarquês Nikolaj Villumsen da Aliança Vermelha-Verde, mostrou cartazes onde se podia ler “Estamos convosco” e “Acesso humanitário total já", demonstrando assim a sua solidariedade e a exigência de acesso humanitário sem limites aos locais atingidos pelo recente terramoto.
Nas redes sociais, Marisa Matias comentou também o protesto que aconteceu mais tarde no Parlamento Europeu, no qual um grupo de jovens curdos, “um povo sistematicamente oprimido e tantas vezes ignorado pelo próprio Parlamento Europeu”, ergueu cartazes e gritou palavras de ordem. Contra as tentativas de diabolizar esta ação, a dirigente bloquista sublinha que “em nenhum momento os manifestantes ameaçaram a segurança dos deputados” e que “as únicas pessoas que correram riscos foram aqueles e aquelas jovens que protestaram”.
Logo de seguida, houve um protesto nas galerias do hemiciclo. Um grupo de jovens curdos, um povo sistematicamente oprimido e tantas vezes ignorado pelo próprio Parlamento Europeu.
— Marisa Matias (@mmatias_) February 15, 2023
A sessão plenária que então decorria em Estrasburgo, na qual se debatia um plano industrial europeu, foi suspensa. Os jovens exibiram cartazes apelando à libertação de Abdullah Öcalan, fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, preso há mais de 20 anos na Turquia, e lançaram panfletos para o hemiciclo. Pediam ajuda à União Europeia face ao governo turco, acusado de violar “sistematicamente” os direitos humanos.