No debate entre Catarina Martins e Inês Corte-Real, esta segunda-feira na RTP3, seja sobre as respostas à emergência climática, as políticas para o emprego ou a política de alianças, o PAN não mostrou qualquer aproximação a políticas à esquerda.
No Twitter, Paulo Pedroso salienta a clarificação: “estamos em emergência climática, concordam Bloco de Esquerda e PAN, divididos em quase tudo: na leitura sobre o Partido Socialista, na abertura a dialogar com o PSD, na introdução de taxas de carbono e até no RBI. Este debate deu uma checklist que ajuda indecisos”.
BE-PAN: estamos em emergência climática, concordam @BlocoDeEsquerda e @Partido_PAN, divididos em quase todo: na leitura sobre o @psocialista , na abertura a dialogar com o @ppdpsd, na introdução de taxas de carbono e até no RBI. Este debate deu um checklist que ajuda indecisos.
— Paulo Pedroso (@paulopedroso) January 10, 2022
O ativista pelos direitos humanos e membro da Sea-Watch, Miguel Duarte, comentou antes do debate a disponibilidade do PAN para alianças à direita.
“Acho que a melhor contribuição que o PAN dá aos debates é que, por ter reputação de partido verde, faz com que se fale de alterações climáticas. Mas é tão grave que não reconheça a incompatibilidade intrínseca entre ecologia e políticas de direita”.
Acho que a melhor contribuição que o PAN dá aos debates é que, por ter reputação de partido verde, faz com que se fale de alterações climáticas.
Mas é tão grave que não reconheça a incompatibilidade intrínseca entre ecologia e políticas de direita.
— Miguel Duarte (@MiguelCSDuarte) January 10, 2022
Já Miguel Cardina considera desconcertante as contradições do PAN: “Desconcerta ouvir Inês Sousa Real afirmar que o PAN é um partido "progressista". Não só porque a expressão se associa à história da esquerda (e o PAN é "nem de esquerda nem de direita"). Mas sobretudo porque um traço marcante da ecologia está na crítica da ideia moderna de "progresso".
Desconcerta ouvir Inês Sousa Real afirmar que o PAN é um partido "progressista". Não só porque a expressão se associa à história da esquerda (e o PAN é "nem-esq.-nem-dir."). Mas sobretudo porque um traço marcante da ecologia está na crítica da ideia moderna de "progresso".
— Miguel Cardina (@miguelcardina) January 10, 2022
Por seu lado, o jornalista Miguel Prado realça a proposta do Bloco de Esquerda para produção fotovoltaica: «“Se investirmos €450 milhões em produção fotovoltaica nos edifícios públicos conseguimos ter 500MW e ao 6.º ano conseguimos recuperar todo o investimento porque conseguimos reduzir os custos de energia em €80 milhões ao ano”. Catarina Martins a trazer [o tema da] energia às Legislativas».
"Se investirmos €450 milhões em produção fotovoltaica nos edifícios públicos conseguimos ter 500MW e ao 6° ano conseguimos recuperar todo o investimento porque conseguimos reduzir os custos de energia em €80 milhões ao ano" ⚡@catarina_mart a trazer #energia às #Legislativas22
— Miguel Prado (@mpradoexpresso) January 10, 2022
Por fim, Rita Nóbrega Gomes destaca a clarificação sobre o que é ecologia: “Catarina Martins a deixar claro porque é que ecologia sem consciência de classe é jardinagem”.
Catarina Martins a deixar claro porque é que ecologia sem consciência de classe é jardinagem. pic.twitter.com/B9jN3zMKlE
— Rita Nóbrega Gomes (@RitaNobregaGom1) January 10, 2022