Num documento aprovado numa reunião realizada este domingo em Braga e subscrito por nove organizações estudantis é afirmado que, ao contrário do que assegura o Ministério da Educação e Ciência, "algumas instituições de Ensino Superior não concluíram sequer a análise de dez por cento dos seus processos" para atribuição de bolsas de estudo.
A abertura de um novo período de candidaturas a bolsas, como sucedeu em anos anteriores, para os alunos que entraram este ano nas universidades e politécnicos é outra das exigências dos estudantes, que, numa nota enviada à Lusa, recordam a promessa feita nesse sentido pelo ministro Nuno Crato.
Os dirigentes estudantis acordaram ainda condenar a “ausência de comunicação" entre o Ministério da Educação e as associações estudantis, "evidenciando uma histórica indisponibilidade para reunir com o movimento associativo" e a "ausência de respostas a todas as propostas apresentadas", cita a Lusa.
Foi ainda decidido pedir audiências urgentes ao Presidente da República, primeiro-ministro, Ministério da educação e Ciência, Conselho de Reitores e Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos.
Na reunião deste domingo participaram, entre outros, os dirigentes estudantis das universidades do Minho, Trás-os-Montes, Aveiro, Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Algarve, bem como da Federação de Associações dos Politécnicos.
Bloco questionou Ministério sobre a exclusão de estudantes candidatos pela primeira vez à Ação Social Escolar no Ensino Superior
As candidaturas às bolsas de estudo no âmbito da Ação Social Escolar no Ensino Superior sofreram alterações neste ano letivo 2011-2012. No ato de inscrição no Ensino Superior foi exigido aos alunos que colocassem no formulário a morada em tempo de aulas, o que veio dissuadir muitos destes estudantes da candidatura às bolsas de estudo da Ação Social pois consideraram que, à semelhança do que tinha sido a prática dos anos anteriores, poderiam candidatar-se posteriormente à matrícula na instituição de ensino superior onde viessem a ser colocados.
Vários Serviços de Ação Social do país receberam estudantes nesta situação – desconhecendo os novos procedimentos de candidatura às bolsas de estudos, acabaram por ficar excluídos da mesma.
Para o Bloco, neste contexto de crise económica profunda, com uma diminuição galopante dos rendimentos familiares, acompanhada dum recurso cada vez maior aos apoios do Estado, é absolutamente determinante que o acesso dos estudantes aos apoios da Ação Social Escolar seja o mais facilitado possível.
“Para muitos, são estes auxílios económicos que permitem a frequência dos estudos para lá do ensino secundário”, lembra o Bloco que dirigiu várias questões ao Ministério da Educação, pedindo explicações sobre esta situação.