Em comunicado do SEP (sindicato dos enfermeiros portugueses) destaca-se que o pessoal de enfermagem é do mais mal pago, em comparação com outros licenciados da administração pública e apesar de muitas vezes terem mais responsabilidade, mais formação e mais diferenciação técnica.
A paralisação dos enfermeiros começou no dia 10 de outubro, exigindo ao executivo uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem, que tenha em conta as expectativas dos profissionais e os compromissos que o governo assumiu.
Nos cinco dias de greve já cumpridos, as adesões foram elevadas e sempre acima de 60%, em todas as instituições de saúde so setor público, nomeadamente hospitais e centros de saúde, segundo destaca notícia da Lusa.
Sobre o quinto dia de greve a página do facebook do SEP realça:
Os enfermeiros lutam pela revisão da carreira de enfermagem, pela definição das condições de acesso às categorias, pela grelha salarial, pelos princípios do sistema de avaliação do desempenho, do regime e organização do tempo de trabalho e pelas condições e critérios aplicáveis aos concursos.
Os enfermeiros reivindicam, entre outras matérias, que a Carreira Especial de Enfermagem seja aplicável a todas as instituições do setor público/SNS e a todos os enfermeiros que nelas exercem independentemente da tipologia do contrato e que sejam consagradas as condições de acesso à aposentação voluntária dos enfermeiros e com direito à pensão completa sejam os 35 anos de serviço e 57 de idade (base inicial para negociação).
“Não há SNS sem enfermeiros”
O deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira esteve na “grande manifestação nacional” dos enfermeiros, solidarizando-se com os profissionais de enfermagem e sublinhando que “é urgente que haja uma revisão da carreira dos profissionais de enfermagem para garantir que estes profissionais têm todas as condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde [SNS]”.
“Nenhuma remodelação governamental pode servir de desculpa para suspender o processo” de revisão da carreira dos #enfermeiros, afirma @moisesscf. pic.twitter.com/tIUzCP0bcy
— Esquerda.Net (@EsquerdaNet) 19 de outubro de 2018
“Nenhuma remodelação governamental pode servir de desculpa para suspender ou adiar o processo” de revisão da carreira, afirmou o deputado, propondo que a nova ministra reúna “imediatamente com os sindicatos de enfermagem para iniciar uma discussão séria sobre a revisão da carreira de enfermagem”.
Moisés Ferreira denuncia ainda as situações de hospitais e centros hospitalares que não estão a contar todos os anos de carreira ou não estão a pagar o suplemento de enfermeiro especialista, considerando que o governo deve intervir nessas situações, para as corrigir.
A atual greve de seis dias, não seguidos, foi convocada pelo sindicato dos enfermeiros portugueses, pelo sindicato dos enfermeiros da Região Autónoma da Madeira, pelo sindicato democrático dos enfermeiros de Portugal e pela associação sindical portuguesa dos Enfermeiros.
Notícia atualizada às 17h55 de 19 de outubro de 2018