Desde o início de 2011 até agora, os salários das novas contratações promovidas pelas Empresas de Trabalho Temporário (ETT) baixaram “entre 20% a 25%”, sendo que “há profissões em que [a redução] é mais do que 25%”, adianta o próprio presidente da Associação das Empresas do Sector Privado de Emprego, Joaquim Adegas.
Paralelamente, a duração média dos contratos que estão a ser firmados diminuiu para os quatro meses, contra os seis meses registados há dois anos.
Já a facturação do setor das ETT, que tem vindo a lucrar com a degradação das condições laborais e a redução salarial, ronda os 900 milhões de euros, sendo que cerca de 65% do seu negócio é feito por sete ou oito multinacionais e grandes empresas nacionais.
ETT querem substituir o IEFP
Joaquim Adegas, presidente da APESPE, sublinhando que “no conjunto do ano, 3 em cada 4 colocações foram feitas com um contrato temporário”, propõe ao governo que subcontrate parcialmente a colocação dos desempregados que é feita pelo serviço público, o que contribuiria para uma ainda maior precarização do mercado laboral.
Segundo o representante da APESPE, as ETT foram responsáveis pela contratação de 160 mil pessoas em postos de trabalho temporário, sendo que “algumas [pessoas] foram colocadas mais do que uma vez no mesmo posto”, chegando por isso a 280 mil as “cedências” feitas por estas agências, o que demonstra que, na realidade, esses trabalhadores foram colmatar necessidades permanentes de contratação das empresas.