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Catroga nomeado presidente do Conselho Geral da EDP

O ex-ministro das Finanças do governo de Cavaco Silva irá presidir ao órgão que define a estratégia da EDP já a partir de fevereiro. A sua nomeação conta com o apoio dos acionistas privados da empresa, incluindo o grupo chinês Three Gorges. A deputada do Bloco Catarina Martins considera que esta nomeação "é mais um exemplo da absoluta má fé das promessas eleitorais de Passos Coelho".
O novo presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP foi ministro das Finanças do governo de Cavaco Silva e representou o PSD aquando da negociação do Orçamento do Estado para 2011.

O cargo agora assumido por Eduardo Catroga, que chegou a representar o PSD aquando da negociação do Orçamento do Estado para 2011, e que foi responsável pelo programa eleitoral do partido, foi, até agora, ocupado por António de Almeida, que já teria afastado a hipótese de continuar à frente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da EDP.

Segundo noticia o Diário Económico, o CGS, onde estão representados os acionistas com participações superiores a 2%, contará ainda com a presença de Jorge Braga de Macedo, também ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, e Ilídio Pinho.

António Mexia manter-se-á na comissão executiva da EDP.

Atualmente, e segundo esclarece um comunicado da EDP aos seus investidores, o grupo chinês Three Gorges já pode exercer os direitos de voto relativos à sua participação de 21,35%, mas somente em casos excecionais. O exercício total dos direitos de voto do grupo só será concretizado posteriormente à conclusão do processo de privatização, sendo que o contrato-promessa foi assinado na passada sexta-feira.

Este governo já assumiu os piores tiques dos governos em fim de ciclo”

A deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins considera que “a nomeação, para a direção da EDP, do responsável pelo programa eleitoral do PSD, é mais um exemplo da absoluta má fé das promessas eleitorais de Passos Coelho, quando garantia que um governo seu não funcionaria como uma empresa para os amigos”.

 Catarina Martins avança ainda que “esta escolha para a EDP, depois do que já se passou com a CGD, mostra como, passados pouco mais de seis meses, este governo já assumiu os piores tiques dos governos em fim de ciclo”.

 


 

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