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Economistas exigem fim da economia do carbono

São mais de cem conhecidos economistas que tomaram posição pública porque “para reconstruir o nosso mundo, temos de acabar com a economia do carbono”.
Cartaz contra o financiamente dos combustíveis fósseis em Calgary, 2008. Foto de Visible Hand/Flickr.
Cartaz contra o financiamente dos combustíveis fósseis em Calgary, 2008. Foto de Visible Hand/Flickr.

Numa carta publicada no jornal Guardian, mais de uma centena de economistas de várias universidades defendem que a reestruturação económica depois da pandemia não seja feita com base na economia do carbono.

Entre os signatários da missiva estão Joseph Stiglitz, ex-prémio Nobel, Julia Cagé, administradora da Agência France-Presse, Jeffrey Sachs, Robert Reich, Mariana Mazzucato, Clair Brown, Indivar Dutta-Gupta, Dani Rodrik, Gabriel Zucman, Dean Baker, Jeffrey D. Sachs, Emmanuel Saez, Bradford DeLong, entre muitos outros.

Defendem que "a economia do carbono amplifica as desigualdades raciais, sociais e económicas, criando um sistema que é fundamentalmente incompatível com um futuro estável". E pretendem que “os governos promovam ativamente a saída da indústria dos combustíveis fósseis” que permitiria libertar verbas para “tecnologia verde, infraestrutura, programas sociais e bons empregos”. “Resgates e subsídios às grandes empresas do petróleo, do gás e dor carvão apenas adiam mais a transição energética essencial”, vincam.

Querem ainda o fim do financiamento das indústrias dos combustíveis fósseis pelas instituições financeiras e creem que é necessário que “o povo construa poder político suficiente para advogar por um sistema económico justo”.

Para eles, o “momento presente sublinha dolorosamente as fraquezas do nosso sistema económico mas também nos dá uma rara oportunidade para o reimaginar”. É urgente assim resistir à “pressão para regressar à velha economia baseada no carbono” feita por “uma indústria que mentiu acerca das alterações climáticas durante décadas” e que “ativamente se opôs a soluções climáticas sérias”.

O aquecimento global provoca “sofrimento humano” em “larga escala” devido a situações como colheitas destruídas, falta de água, marés altas, fogos florestais, condições meteorológicas extremas, emigração forçada e pandemias. E “se não atuarmos agora, o momento presente pode ser apenas uma amostra do que está por vir, quando formos forçados a situações ainda mais dolorosas”.

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