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Documentário sobre os 30 anos do SOS Racismo ocupa Padrão dos Descobrimentos

A mostra de “30 anos, olhares sobre o racismo”, será no próximo dia 14 de janeiro, numa parceria entre a associação e o DocLisboa, no Padrão dos Descobrimento, “um dos símbolos mais visíveis do colonialismo português”.   
O documentário será ainda exibido em várias sessões e cidades do país ao longo deste ano, com debates em torno da problemática do racismo.
O documentário será ainda exibido em várias sessões e cidades do país ao longo deste ano, com debates em torno da problemática do racismo.

O aniversário da associação é celebrado a 10 de dezembro mas, devido à crise pandémica, as celebrações das três décadas de atividade foram estendidas por um período alargado. 

O documentário “30 anos, olhares sobre o racismo”, de Bruno Cabral, Eddie Pipocas e Dércio Ferreira, celebra “a partilha da nossa caminhada no combate contra o racismo, com um conjunto vasto e diverso de organizações e intervenientes da luta social, da advocacia e da política pela igualdade”, escreve a associação em comunicado. 

O documentário condensa os contributos de várias figuras da mobilização social e política para esta causa “e reflete a interseccionalidade, a diversidade e a transversalidade das várias frentes do combate contra o racismo no nosso país”. 

O Padrão dos Descobrimentos, “um dos símbolos mais visíveis do colonialismo português”, foi escolhido como local de lançamento do documentário que ficará posteriormente também disponível online no YouTube, “para que possa servir como ferramenta coletiva a ser apropriada e como instrumento de debate, mobilização e conscientização militante na luta contra o racismo”. 

O documentário será ainda exibido em várias sessões e cidades do país ao longo deste ano, com debates em torno da problemática do racismo. A exibição de estreia, no âmbito da parceria entre o SOS Racismo e o DocLisboa, está inserida numa programação mais extensa que se prolonga até dia 20 de janeiro, “com a apresentação de vários filmes que remetem diretamente para uma discussão mais aprofundada da questão racial na sociedade portuguesa”.

Depois da primeira sessão em que será exibido o documentário “30 anos, olhares sobre o racismo” (14/01), serão apresentados os trabalhos “Racismo à Portuguesa” (15/01) de Joana Gorjão Henriques e Frederico Baptista, as curtas metragens “Mikambaru” (16/01) de Vanessa Fernandes e “Treino periférico” (17/01) de Welket Bungué, os filmes “Nôs Terra” (18/01) de Ana Tica e “Canto do ossobó” (19/01) de Silas Tiny e, por fim, o ciclo será encerrado com o clássico trabalho colaborativo “Era uma vez um arrastão” (20/01) de Diana Adringa, Mamadou Ba, Bruno Cabral, Joana Lucas, Jorge Costa e Pedro Rodrigues.

Todas as sessões contarão com a participação dos autores e autoras ou atores e atrizes dos filmes e ainda com algum espaço para debate ou perguntas. No debate sobre cinema colonial e cinema anticolonial, que decorrerá na sessão final (20/01), participará a investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, Maria do Carmo Piçarra.

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