A coligação do PSD e CDS foi a mais votada nas eleições legislativas deste domingo. A AD reforçou a votação em relação às eleições do ano passado e a participação manteve-se alta, com as projeções a indicarem nova redução da abstenção.
Com os quatro mandatos da emigração ainda por apurar, a AD elege para já 89 deputados e fica longe da maioria absoluta mesmo com o apoio da Iniciativa Liberal, que elege nove. O que é certo é que a extrema-direita cresce e para já iguala o PS em número de deputados (58). O Chega lidera o sufrágio nos distritos a sul do Tejo, à exceção de Évora - o único do país ganho pelo PS -, e ficou perto de conquistar a segunda posição ao Partido Socialista nesta noite eleitoral.
Legislativas 2025
“Cada deputado a menos é um lutador que estará a fazer o trabalho contra a direita na rua”
Com esta viragem à direita, o PS é o partido que mais perde face às eleições do ano passado, seguido do Bloco de Esquerda, que elege apenas Mariana Mortágua pelo círculo de Lisboa e da CDU, que elege três deputados. Ambos foram ultrapassados pelo Livre, que passa de quatro para seis deputados. O PAN mantém a representação parlamentar ao eleger Inês Sousa Real.
Os resultados finais do Continente e Ilhas, com quatro mandatos da emigração por atribuir, foram de 32,7% para a AD (mais 10 deputados), 23,4% para o PS (menos 18), 22,6% para o Chega (mais 10), 5,5% para a IL (mais um), 4,2% para o Livre (mais dois), 3% para a CDU (menos um), 2% para o Bloco (menos quatro), 1,4% para o PAN (igual), e 0,4% para o Juntos Pelo Povo, que elege um deputado graças aos 12,3% obtidos no círculo da Madeira.