Foram esta terça-feira conhecidos os dados do Eurostat, a agência europeia de estatística, que mostram que em Portugal ocorreu a quinta maior subida da taxa de desemprego entre os países da zona euro e a sétima maior no conjunto da União Europeia.
As contas são apresentadas pelo DN/Dinheiro Vivo que sintetiza a situação: em maio e junho, Portugal teve uma taxa de desemprego de 6,4%, um acréscimo de 0,4% face ao ano passado. Com subidas maiores que estas estão a Lituânia (mais 1,8% e uma taxa de desemprego de 7,5%), a Áustria (mais 0,9%), a Estónia (mais 0,8%), o Luxemburgo (mais 0,7%), a Dinamarca (0,6%) e Suécia (mais 0.5%).
Aquele jornal sublinha ainda que depois do fim da pandemia, a taxa de desemprego nacional chegou a um mínimo 5,6% em fevereiro de 2022. Depois disso, com a invasão da Ucrânia, os números do desemprego subiram “apesar de a economia se ter aguentado, muito apoiada no turismo e no empolamento da faturação de muitas empresas (que aproveitaram o efeito da inflação muito alta para expandir margens, como já diagnosticou o BCE)” escreve aquele órgão de comunicação social.
De acordo com a sua análise, subida das taxas de juro pelo BCE tornou a concessão de crédito bancário “muito mais difícil, condicionando fortemente novos investimentos e consumo” e aumentando prestações de dívidas aos bancos. Assim, “a atividade económica também começou a ressentir-se”.