Na sua Informação Mensal sobre o Mercado de Emprego, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) avança que, no fim do mês de dezembro de 2023, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 317.659 pessoas em situação de desemprego, o que equivale a 67,1% de um total de 473.394 pedidos de emprego.
O total de desempregados registados em Portugal no mês passado foi 1,7% superior face a novembro de 2023 e 3,5% face a dezembro de 2022.
O IEFP revela que, para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2022, na variação absoluta, contribuíram os inscritos há menos de 12 meses (+17.442), os detentores do ensino secundário (+14.524) e os que procuram um novo emprego (+10.412).
No que respeita à distribuição regional destes desempregados, no mês de dezembro de 2023, com exceção dos Açores (-14,8%) e da Madeira (-24,0%), o desemprego aumentou em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região do do Alentejo (+9,6%).
Se compararmos com o mês de novembro de 2023, apenas os Açores escapam à subida do desemprego, com o aumento mais significativo a ser registado na região do Algarve (+18,4%).
Tendo em conta os grupos profissionais dos desempregados registados no Continente, verifica-se que os “Trabalhadores não qualificados“ (27,8%) são os mais representados, seguindo-se os “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (20,3%), "Pessoal administrativo" (11,5%) e "Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices" (10,0%).
Face ao mês homólogo de 2022, ganham destaque os "Operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem" (+8,8%) e os "Trabalhadores não qualificados" (+8,1%).
No que concerne à atividade económica de origem do desemprego dos 277.329 desempregados que, no final do mês passado, estavam inscritos como candidatos a novo emprego nos Serviços de Emprego do Continente, verifica-se que 72,8% tinham trabalhado em atividades do sector dos “Serviços”, com destaque para as “Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (que representam 32,4%); 19,6% eram provenientes do sector “Secundário”, com particular relevo para a “Construção” (6,2%); e 5,1% pertenciam ao setor “Agrícola”.
Comparativamente ao mês homólogo de 2022, observam-se aumentos nos grandes setores económicos: no "Agrícola" (+2,9%), no "Secundário" (+6,4%) e no "Terciário" (+4,9%).