Deputada curda em greve da fome foi libertada da prisão

25 de janeiro 2019 - 11:26

Leyla Guven está em greve da fome desde 8 de novembro em protesto contra as condições de detenção do líder curdo Adullah Öcalan. Por ordem de um tribunal turco foi libertada ao final da manhã desta sexta-feira. Mas continuará a greve de fome.

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O tribunal de Diyarbakir decretou que a deputada fosse libertada “sob monitorização”. Não foram, contudo, divulgados mais pormenores sobre o que isso implica. Mas a deputada já saíu da prisão tendo sido conduzida a sua casa.

Leyla Guven está gravemente doente. O Partido Democrático do Povo, um partido de esquerda pró-curdo, que representa no parlamento, considera que ela se encontra “em perigo de vida”, sofrendo de náuseas, febre, fortes dores de cabeça, insónia e pressão arterial instável. A sua greve de fome foi depois seguida por mais de 250 prisioneiros. E despoletou também uma campanha internacional de solidariedade.

Os presos curdos protestam contra as condições de detenção do líder do PKK, Adullah Öcalan, que está detido em isolamento e com uma pena de prisão perpétua. Com as greves da fome pretendiam pressionar o governo para permitir Öcalan receba visitas de advogados e família. A 12 de janeiro, pela primeira vez em dois anos, o líder curdo pode ter uma visita familiar, a do seu irmão.

Esta deputada tinha sido presa em janeiro de 2018 por ter criticado a operação militar turca contra um grupo curdo sírio na cidade de Afron. Libertada, assegurou que vai continuar a greve da fome.