Mariana Mortágua reagiu na manhã desta quarta-feira à demissão da secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, por causa do caso do bónus milionário da TAP. Em declarações à CNN Portugal comentou que esta saída “só peca por tardia” e que a sua contratação “nunca deveria ter acontecido” porque seria “óbvio que, tendo em conta o percurso de Alexandra Reis, ela estava ferida de ilegitimidade”.
Mas a dirigente bloquista insiste que “isso não apaga a responsabilidade do governo”, vincando: “um governo que permite os bónus milionários da TAP é o mesmo que está a impor as perdas salariais a todos os trabalhadores em Portugal. E esse problema político Fernando Medina e o governo não resolveram”. Persiste assim o “problema político” da TAP ser uma empresa pública e de um “regime de privilégio” parecer existir nesta empresa, para além depois da “circulação para outras empresas públicas”, movimentações que “estão ao arrepio e são uma afronta à vida da maioria dos trabalhadores que recebem salários de miséria e a quem o governo está a condenar a uma perda real de salário”.
À RTP, a deputada acrescenta que, tudo isto, não é só a TAP que precisa de dar mais esclarecimentos. “É também da parte do governo”. E questiona: “como é que é possível uma administradora ser demitida de uma empresa que é tutelada pelo Estado, com uma indemnização milionária para logo a seguir ser contratada por esse mesmo Estado para presidir a outra entidade regulatória” e depois ser chamada para o ministério das Finanças?"