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Defesa do ambiente e saúde em destaque na visita de Marisa ao distrito de Viseu

A candidata às eleições presidenciais ouviu as populações sobre a falta de um Serviço de Atendimento Permanente em Mangualde, a poluição na Zona Industrial de Nelas e a luta contra a reativação de uma pedreira, sem licenciamento, próxima de habitações e em zona protegida em Fiais da Tela.
Marisa Matias ajuda a colocar faixa em defesa do direito à saúde em Mangualde. Foto de Carolina Gomes/Interior do Avesso.
Marisa Matias ajuda a colocar faixa em defesa do direito à saúde em Mangualde. Foto de Carolina Gomes/Interior do Avesso.

“Não há segurança sem saúde”. É o que defende o “Mangual em Movimento” que está preocupado com o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Mangualde. E era esta a mensagem que estava na faixa que Marisa Matias ajudou a colocar esta quinta-feira no local.

A candidata presidencial juntou a sua voz à população e esclareceu que “não havendo um SAP em Mangualde” isso “obriga as pessoas a deslocarem-se num contexto em que há mais limitações de deslocação e onde se pede às pessoas para se protegerem”. Assim, “os utentes têm de se deslocar a Viseu e não há resposta imediata aos problemas para além da pandemia. Nós precisamos de garantir que o Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista da nossa democracia, está bem equipado, está bem distribuído pelo território e que responde às populações”.

Marisa Matias denunciou que “há uma promessa ainda não cumprida para reforçar as horas de atendimento. Mas os acidentes e as doenças não têm horas para acontecer”, notou.

David Santos, porta-voz do Mangual em Movimento, explicou as razões deste movimento. A sua exigência é a reabertura do SAP “na sua plenitude” “e nasce desta necessidade imperativa das pessoas de Mangualde se mobilizarem para que esta sangria constante dos serviços públicos do interior não continue.”

A defesa do ambiente no périplo de Marisa

A candidata presidencial passou também nesta quinta-feira pela Zona Industrial de Nelas. Uma visita com o objetivo de denunciar vários focos de poluição.

Coube a Carlos Couto, da distrital de Viseu do Bloco, explicar o que aí se passa: o “novo ponto de descargas ilegais” que a comitiva visitou “é apenas um dos vários que existem no concelho”. Estes “têm duas origens, as ETAR ou diretamente a indústria”.

Segundo o dirigente bloquista, “apesar dos investimentos que tem havido em Nelas, a maior parte dos ribeiros daquela zona continuam a ter muita poluição, é visível, com espuma e maus cheiros”.

A visita não se destinou apenas a ver a poluição mas a tomar medidas: “este ponto vai ser denunciado hoje à Agência Portuguesa do Ambiente, ao SEPNA-GNR e ao IGAMAOT”, informou Carlos Couto.

Foco de poluição na Zona Industrial de Nelas. Foto de Carolina Gomes/Interior do Avesso.

Fiais da Telha "é o exemplo da luta das populações"

Outra das paragens da candidatura de Marisa Marisa foi em Fiais da Telha, no concelho de Carregal do Sal. Nesta localidade a população travou uma luta no início do ano contra a reativação de uma pedreira sem licenciamento, próxima de habitações e em zona protegida. O momento com mais visibilidade desse processo foi a concentração realizada no mês de fevereiro que juntou centenas de pessoas na pequena localidade.

O resultado foi que a pedreira não avançou. Marisa Matias saudou assim que se passou: “Estamos perante o exemplo de que quem vai à luta pode conseguir resultados e se não fossem estas pessoas a levantar este movimento muito possivelmente estaríamos a visitar um depósito ou uma extração em vez de um espaço preservado”.

Marisa Matias em Fiais da Telha na visita ao local onde a população travou uma pedreira ilegal. Foto de Carolina Gomes/Interior do Avesso.

Rui Lopes, um dos representantes do movimento “Juntos contra a pedreira'' presente na visita contou como tudo se passou: “há perto de um ano, a empresa descarregou no local maquinaria pesada e estavam preparados para começar a fazer a extração de inertes aqui na nossa terra”.

“Juntamo-nos e demos início à luta que nos levou à vitória, porque nesta fase já podemos cantar vitória, mas se tentarem estamos cá na mesma para os impedir. Fizemos uma série de diligências, foi importante o apoio dos partidos que abraçaram a nossa causa, da Câmara Municipal, de alguns empresários e sobretudo do povo desta nossa aldeia que ainda mantém a tradição de ser um povo unido”.

Rui Lopes diz que a população se mobilizou porque “o pó de granito é altamente cancerígeno, a extração de granito é feita com recurso a explosivos e iria também aumentar o trânsito de camiões pesados pelo interior da aldeia. Iríamos ter perto de 40 a 60 camiões pesados a atravessar os Fiais”.

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