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Da Califórnia a Portugal, as palavras dos governantes "não param o inferno” dos incêndios

Ativistas do Climáximo estiveram esta segunda-feira em frente ao Ministério do Ambiente para alertar que o que está a acontecer na Califórnia "será a nova normalidade se não travarmos a crise climática”.
Foto de Climáximo.

Num comunicado publicado na sua página de facebook, o Climáximo lembra que “a Califórnia está em chamas e em estado de emergência há um mês inteiro” e que, só em 2020, “houve mais de 7 mil incêndios florestais no estado e o maior deles ardeu o dobro da área do recorde anterior”.

De acordo com os ambientalistas, o que está a acontecer neste estado norte-americano “não é um acontecimento excecional”. “Será a nova normalidade se não travarmos a crise climática antes do inferno entrar pela porta”, alertam.

O Climáximo estabelece ainda um paralelo entre as medidas implementadas na Califórnia e em Portugal: “O governador da Califórnia permitiu mais de 7 mil novos projectos petrolíferos nos primeiros anos do seu mandato, como o governo português permitiu a construção do aeroporto no Montijo. O governador da Califórnia levantou a moratória sobre fracking e gás durante o confinamento, como o governo português facilitou os despedimentos nos setores poluentes e resgatou a TAP sem um plano de desmantelamento justo da empresa. O governador da Califórnia fala regularmente sobre as alterações climáticas e diz que devemos combatê-las, como diz o governo português também. As palavras não param o inferno”, lê-se na missiva.

Defendendo que “existe uma causalidade direta entre o aquecimento global e incêndios florestais mais frequentes e mais fortes”, os ambientalistas defendem que é preciso “cortar as emissões de gases com efeito de estufa urgentemente e ao mesmo tempo preparar os nossos territórios com florestação nativa e resiliente”.

No próximo dia 5 de outubro, o Climáximo promove a ação “Nós Somos os Anti-corpos”, que terá lugar no Marquês de Pombal, em Lisboa, para “pacificamente, contra o vírus do capitalismo e para defender a ‘res publica’: o que deve ser de todas e todos, e o que deve ser de ninguém”.

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