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Empresas do PSI-20 lucram em tempo de crise

Em tempo de crise, empresas como a EDP, PT, Sonaecom, REN ou Jerónimo Martins aumentam os seus lucros. Para a EDP, 2011 foi o melhor ano de sempre em termos de resultados. Jerónimo Martins e PT lucraram cerca de 340 milhões de euros cada. O lucro da Sonaecom subiu 51,8 por cento.
Foto de ANTÓNIO COTRIM/LUSA.

Ao contrário do que acontece com a grande maioria dos trabalhadores e pensionistas portugueses, a quem são impostos cada vez mais sacrifícios, os grandes grupos económicos em Portugal têm lucrado com a atual crise.

O grupo liderado por Alexandre Soares dos Santos, que conta com uma fortuna avaliada em 1,90 mil milhões de euros, obteve um lucro de 340 milhões de euros em 2011, o que representa um crescimento de 21,1% em relação a 2010.

A Jerónimo Martins faturou 9.838 milhões de euros, tendo o valor de vendas aumentado 13,2 por cento face ao ano anterior. Os resultados operacionais também cresceram mais de 20 por cento (23,7%) relativamente a 2010, alcançando os 469 milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) melhorou 15,6 por cento, para 722 milhões de euros.

No que respeita à PT, a empresa atingiu, no ano passado, os 339,1 milhões de euros em lucros. As receitas operacionais subiram, por sua vez, 64,3 por cento, para 6.146 milhões de euros. O EBITDA cresceu 46,7 por cento em 2001, face ao ano anterior, para 2.188 milhões de euros.

O lucro da Sonaecom subiu 51,8 por cento em 2011, face ao mesmo período de 2010, para 62,5 milhões de euros, traduzindo-se nos “melhores resultados da história da empresa”. O EBITDA subiu 9,8 por cento no período em análise, enquanto a margem EBITDA melhorou 3,6 pontos percentuais, para 24,7 por cento.

No ano passado, a EDP obteve lucros de 1.125 milhões, mais 4% do que no ano anterior, o que representa o melhor ano de sempre da elétrica. A empresa liderada por António Mexia registou um EBITDA de 3.756 milhões de euros, 4% superior a 2010.

A EDP Renováveis, por sua vez, obteve um resultado líquido de 89 milhões de euros e receitas de 1069 milhões de euros, mais 13% que em 2010, sendo que o EBITDA cresceu 12% em 2011, para 801 milhões de euros.

A REN obteve, em 2011, lucros de 120,6 milhões de euros, equivalentes a um crescimento de 9,4 por cento face ao período homólogo. Os resultados líquidos recorrentes aumentaram 9,3 por cento para 131 milhões de euros em 2011 e o EBITDA aumentou 9,5 por cento, atingindo os 472,5 milhões de euros. Os custos operacionais desceram 19,4 por cento para 118,2 milhões de euros.

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