O Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo elaborado pelo SEF mostra que, em Dezembro de 2010, existiam em Portugal 445.262 cidadãos estrangeiros, uma descida de dois por cento em relação a 2009. Os imigrantes de língua portuguesa são quase metade do total e o Brasil é o país de origem da maioria. Já no que respeita a cidadãos da União Europeia residentes no nosso país, a Roménia ultrapassou pela primeira vez o Reino Unido.
O relatório diz que esta queda afectou o número de cidadãos provenientes de Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau, mas também dos fluxos migratórios mais recentes, com origem nas ex-repúblicas soviéticas como a Ucrânia e a Moldávia.
A crise económica é apontada de forma unânime como a principal causa para a menor atração que o país oferece hoje aos imigrantes que procuram uma vida melhor. Tal como o SEF, também o coordenador da o coordenador da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal diz que os "fluxos migratórios são muito sensíveis ao quadro económico" e lembra que "a escassez de oportunidades de emprego, em especial na construção civil, como consequência da crise económica e financeira é a explicação mais óbvia".
Outra das explicações avançadas para esta quebra tem a ver com a Lei da Nacionalidade, "que permitiu que muitos destes imigrantes requeressem a cidadania portuguesa, deixando de constar no SEF como estrangeiros", acrescentou Paulo Mendes em declarações ao Diário Económico.