A Crioestaminal anunciou que, a pedido de "muitos" pais, suspendeu o polémico anúncio onde defende os benefícios da recolha das células do cordão umbilical". A decisão da empresa surge poucas horas depois do deputado João Semedo ter apresentado uma queixa sobre essa campanha publicitária, junto do Instituto Português do Sangue e Transplantação e da Entidade Reguladora da Comunicação Social.
A empresa diz que respeita "todas as opiniões, científicas ou não", sobre as possibilidades terapêuticas das células estaminais do cordão umbilical, e garante que o seu método permite tratar 80 doenças. Mesmo assim, e escassos três dias depois de ter reiterado a sua intenção em manter o anúncio, a Crioestaminal retirou mesmo a campanha publicitária.
Recorde-se que, como ontem noticiou o Esquerda.net, o deputado João Semedo, e médico de profissão, solicitou junto das autoridades competentes a suspensão imediata do anúncio. João Semedo considera que estamos perante um caso de publicidade "enganosa", estabelecendo uma relação direta entre a preservação e utilização futura das células do cordão umbilical e o tratamento e cura de diversas patologias, uma afirmação que "não tem qualquer base técnica e científica".
Congratulando-se com a decisão da Crioestaminal, João Semedo adianta que o processo de averiguação deve continuar e apurar todas as responsabilidades legais. “A suspensão da campanha não pode ilibar esta empresa pela violação grosseira do código da publicidade e da lei que regula a utilização de materiais biológicos”, conclui o deputado do Bloco.