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Covid-19: Bloco quer reforço da intervenção nas escolas, no SNS e nos lares

No final da reunião sobre a pandemia, realizada no Porto, o deputado Moisés Ferreira criticou a falta de caracterização socioeconómica das pessoas infetadas e defendeu que o Estado deve dar prioridade ao reforço de meios e profissionais em três áreas.
Moisés Ferreira - Foto de Tiago Petinga/Lusa (arquivo)
Moisés Ferreira - Foto de Tiago Petinga/Lusa (arquivo)

Falando em nome do Bloco de Esquerda no final da reunião realizada para analisar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira começou por valorizar estas reuniões com especialistas, responsáveis políticos e parceiros sociais pela sua importância para o país conhecer a situação.

Moisés Ferreira criticou, no entanto, a insuficiente caracterização dos novos casos.

“Sobre os novos casos e os novos surtos continua a haver uma caracterização de caso muito baseada apenas na idade e no sexo das pessoas infetadas, mas continua a faltar uma caracterização socioeconómica, sobre o seu contexto social, o contexto profissional, que nós voltamos hoje a insistir que deveria existir, para percebermos melhor aquilo que é a doença e aquilo que são os fatores que vulnerabilizam mais ou menos uma determinada pessoa, se é o trabalho, se é a pendularidade, se é o transporte público...”, afirmou o deputado.

Moisés Ferreira referiu que na reunião foi dito que “há um estudo que está em preparação, exatamente para perceber que variáveis é que podem distinguir entre uma pessoa ser infetada ou não ser infetada”.

“Nós esperamos que esse estudo saia rapidamente porque realmente para travarmos a pandemia sem vacina nós temos de saber onde intervir, para que não haja novos casos ou para interromper a transmissão do vírus e isso não se faz com tiros no escuro, faz-se sabendo o contexto onde o vírus se reproduz e é bom que esse estudo aconteça”, sublinhou.

Três áreas fundamentais

O deputado considerou também que o país vai viver maior pressão, tendo em conta a retoma da atividade, a abertura das escolas, o trabalho, os transportes e sublinhou também que o Serviço Nacional de Saúde tem que enfrentar uma situação mais complexa, acrescendo ao combate à pandemia a retoma da atividade regular da saúde pública e a época gripal.

“Aquilo que nós dissemos lá dentro, muito direcionado para o Governo, do ponto de vista de perspetiva política e daquilo que nós achamos que é necessário é que há três áreas fundamentais onde nos parece que deve haver maior intervenção do Estado, reforço do Estado e principalmente reforço de profissionais”, declarou o deputado.

Essas três áreas são as escolas, o SNS e uma intervenção mais decidida nos lares, “ou nas residências para pessoas idosas”, afirmou Moisés Ferreira.

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