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Covid-19: 78% dos óbitos entre jovens nos EUA pertencem a minorias étnicas

As desigualdades económicas e no acesso à saúde das comunidades nativas, hispânicas e afro-americanas refletem-se nas disparidades no número de óbitos, diz o estudo governamental publicado esta terça-feira.
Foto de Pedro Gomes Almeida.
Foto de Pedro Gomes Almeida.

Segundo o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC na sigla inglesa), dos 391.814 menores de 21 anos infetados pelo SARS CoV-2 entre fevereiro e julho, 121 morreram. Destes, 45% eram de origem hispânica, 29% afro-americanos e 4% das comunidades nativas, noticia a Agência Lusa.  

Considerando que estas comunidades constituem apenas 41% da população dos Estados Unidos da América, a desproporcionalidade do impacto entre os jovens destas comunidades é um dos pontos assinalados pela agência governamental dos EUA que lida com a gestão de crises como esta.

Estes números estão em linha com o impacto desproporcional na população adulta das diferentes comunidades. Segundo outro estudo também do CDC publicado em julho, os adultos de minorias étnico-raciais têm o dobro da probabilidade de morrer da doença do que os das comunidades brancas.

O Partido Democrata dos EUA tomou posição sobre as conclusões do estudo, atribuindo os óbitos aos problemas estruturais de pobreza, fragilidade nos direitos laborais e acesso à saúde a que estas comunidades são expostas, com poucos trabalhadores com acesso ao teletrabalho e muitos em trabalhos de apoio e distribuição de produtos, não permitindo distanciamento social.

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