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Corrupção em Espinho: autarca detido, vice-líder parlamentar do PSD é suspeito

A Polícia Judiciária deteve três empresários, um funcionário e o presidente da autarquia, o socialista Miguel Reis. Investigação a licenciamentos imobiliários visa o ex-presidente Joaquim Pinto Moreira.
Câmara Municipal de Espinho. Foto da página Facebook da autarquia.

Em comunicado, a Polícia Judiciária anunciou a operação "Vórtex", que levou à execução de cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias e à prisãi de cinco pessoas indiciadas "pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências".

"A investigação versa sobre projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos", revela o comunicado.

Segundo o Diário de Notícias, o principal alvo da investigação é o atual vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Joaquim Pinto Moreira, que liderava a autarquia à época do licenciamento dos projetos agora sob suspeita. O inquérito crime que resultou na operação desta terça-feira foi instaurado quando Pinto Moreira era presidente da Câmara, tendo cumprido três mandatos antes da vitória do PS nas últimas eleições autárquicas.

Miguel Reis, o autarca agora detido, era vereador antes de ser eleito para presidir à autarquia de Espinho.

Bloco critica adiamento da reunião da Assembleia Municipal

Em comunicado, a concelhia de Espinho do Bloco de Esquerda manifestou "plena confiança na acção do poder judiciário, no apuramento integral da verdade" e criticou a decisão do presidente da Assembleia Municipal, do PS, em conjunto com os restantes partidos ali representados, PSD e CDU, de adiar a reunião prevista para a noite de terça-feira, alegando que o vice-presidente do executivo se encontrar de férias fora do município.

Para os bloquistas espinhenses, "a desconvocação desta reunião da Assembleia Municipal não é somente uma machadada na democracia, como se constitui também uma fuga ao impreterível esclarecimento do que se está a passar na Câmara Municipal de Espinho".

"Considerada a enorme gravidade da situação, há, desde logo, esclarecimentos urgentes a serem prestados pela Câmara Municipal de Espinho. A nosso ver, tal deveria acontecer em sede de Assembleia Municipal, no presente dia", prossegue o comunicado.

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