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Coronavírus: Comunidade chinesa recorre às casas vazias dos “vistos gold” para a quarentena

A comunidade chinesa em Portugal está a organizar-se para garantir as duas semanas de isolamento voluntário aos cidadãos que regressam das férias do ano novo na China. E recorreu às casas adquiridas ao abrigo dos “vistos gold” e mantidas vazias pelos proprietários.
Prédios em Lisboa
Foto de Glynne Hather/Flickr

Em declarações à TSF na sexta-feira, o presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow, diz ter conseguido o empréstimo de várias casas com grandes áreas, adquiridas através dos “vistos gold” para investimentos imobiliários acima do meio milhão de euros, sobretudo na região de Lisboa.

Essas casas encontram-se vazias e albergam agora meia centena de cidadãos regressados da China nos últimos dias, muitos deles vindos das festas do Ano Novo chinês, para cumprirem os 14 dias de quarentena que os médicos recomendam para a despistagem do coronavírus, recém-batizado Covid-19.

A Liga reuniu várias ofertas de casas compradas por investidores chineses e mantidas vazias, sobretudo na região de Lisboa, para as quais adquiriu camas e mobília básica. A comunidade organiza igualmente o apoio às pessoas em quarentena, deixando à porta das casas três refeições diárias confecionadas por restaurantes nas imediações. As roupas são entregues a lavandarias também detidas por cidadãos chineses.

Segundo Y Ping Chow, todos os cidadãos contactados no regresso da China aceitaram voluntariamente esta medida de prevenção e cumprem ja o seu período de quarentena. O maior obstáculo neste momento é o de encontrar imóveis em Coimbra que possam receber os estudantes regressados da China para iniciarem o segundo semestre na Universidade.

Até ao momento, as análises a todos os casos suspeitos de Covid-19 em Portugal deram resultado negativo. Esta doença tem-se revelado mortal sobretudo na China continental, onde este domingo o número de vítimas foi atualizado para 1.665 e o número de infetados subiu para 68.500. Fora da China há a registar até agora apenas quatro mortes, em Hong Kong, Filipinas, Japão e França.

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