Concessão a privados obriga a desperdiçar água em Paços de Ferreira

10 de fevereiro 2022 - 15:07

Os consumidores têm um consumo mínimo de 1.000 litros por mês. Acabam por desperdiçar água para não terem de pagar mais. Mariana Mortágua diz que a entrega da água a privados pelo PSD é “um tratado sobre privatizações, concessões, serviços públicos e bens comuns”.

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Água. Foto de Paulete Matos.
Água. Foto de Paulete Matos.

Em Paços de Ferreira, o contrato de concessão da água a privados, feito pelo executivo do PSD em 2004, implica que muitos consumidores desperdicem água para pagarem menos. Isto porque foi instaurado um “consumo mínimo” de 1.000 litros por mês, manifestamente demasiado para muitos dos consumidores, e quem não consuma esta quantidade terá depois de pagar a taxa máxima de saneamento.

À SIC, a Câmara Municipal não prestou quaisquer esclarecimentos sobre a situação. Mas os consumidores ouvido pelo canal televisivo estão revoltados. Comerciantes e consumidores domésticos falam na falta de sentido de “deitar mil litros de água fora para ter um benefício de 17 euros”, queixam-se de pagar “quarenta euros de saneamento porque não gastei água” ou mais precisamente porque “gastei só a que precisava”. Há quem, estando fora, dê a chave a vizinhos só para que estes vão a sua casa gastar água suficiente. Isto quando o país está em situação de seca.

Mariana Mortágua comentou este assunto na sua conta de Twitter. A deputada bloquista diz que “o PSD entregou a água a privados. Agora os moradores deixam as torneiras a correr para atingir o consumo mínimo e evitarem taxa máxima”. Isto é, para ela, “um tratado sobre privatizações, concessões, serviços públicos e bens comuns”.