Dezenas de pessoas concentraram-se esta quarta-feira junto ao chafariz da Avenida Central de Braga, numa concentração convocada pela plataforma “Braga contra a guerra”. A organização defende a necessidade de “parar o espiral da guerra pela construção de uma paz verdadeira, lutar contra o imperialismo, o militarismo e todas as formas de opressão e na defesa do direito internacional”.
“Travar esta escalada de guerra é uma responsabilidade coletiva”, diz a plataforma em comunicado, inserindo a recente agressão levada a cabo pelos EUA e Israel numa sequência que inclui naquela região “a destruição do Iraque e da Líbia, a guerra contra a Síria, o genocídio em curso em Gaza, os ataques contra o Líbano, a instalação do caos no Afeganistão, as ingerências no Iémen e anos de pressão política, económica e militar sobre o Irão”.
A plataforma insurge-se contra as consequências da agressão em curso, afirmando que “a guerra de Trump, Netanyahu, Rangel e seus apoiantes proporcionou uma crise energética sem precedentes que afeta toda a população, com o aumento da energia, das casas, da fatura do supermercado”. E lembra que mesmo sendo distante, esta guerra “tem impactos diretos na vida das pessoas em Portugal, agravando o custo de vida e a instabilidade económica”.
“O nosso salário já mal chegava para viver e agora a situação agravou-se ainda mais, tudo por causa da ganância de quem continua a querer enriquecer à custa dos mesmos de sempre”, acusa a plataforma.