Companhias aéreas estão a ficar com taxa do Estado

16 de julho 2023 - 13:51

Entre 2015 e 2021, mais de 500 empresas de transporte aéreo foram multadas por ficar com a taxa de segurança cobrada aos passageiros e que deveria reverter para o Estado. Foram abertos mais de mil processos.

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Interior de um avião de passageiros. Foto de Caribb/Flickr.
Interior de um avião de passageiros. Foto de Caribb/Flickr.

Os passageiros dos transportes aéreos estão obrigados a pagar às companhias aéreas uma taxa de segurança de 3,54 euros. Este valor deveria ser depois entregue à Autoridade Nacional de Aviação Civil num prazo de 30 dias. Só que muitas delas não o estão a fazer e 508 já foram obrigadas a pagar multas.

A notícia é avançada este domingo pelo Jornal de Notícias que contabiliza que a ANAC aplicou multas no valor de mais de 800 mil euros às empresas prevaricadoras. Entre 2015 e 2021, foram abertos 1.031 processos de contraordenação. Sendo que, esclarece a entidade pública em resposta escrita ao JN, “ Cada um dos processos foi instaurado a uma empresa, pelo que existem tantas empresas quanto o número de processos indicados”.

A ANAC não esclarece qual o valor que as empresas não devolveram aos cofres públicos, escrevendo que “os processos de contraordenação têm uma natureza sancionatória e não de recuperação do montante em dívida”. Assim, o valor das comas é variável, tendo em conta a dimensão da empresa: as micro-empresas pagarão entre 1.500 a 4.000 euros de multa; as pequenas entre 2.500 euros e 8.000; as grandes companhias entre 10 mil a 30 mil. Valores que, explica-se, podem ser pagos faseadamente e que serviriam quer para “sancionar os infratores” quer para “prevenir futuros incumprimentos”.

Deste e do ano passado ainda não há dados mas sabe-se 2018 foi o ano com mais processos, 255.

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