Comissão Europeia ameaça serviços ferroviários

29 de maio 2011 - 11:09

Mais de um milhar de trabalhadores ferroviários de 14 países da UE concentraram-se em Bruxelas em frente ao PE para protestarem contra a liberalização do sector. O primeiro pacote de propostas nesse sentido começou a ser discutido nesta instituição europeia.

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De acordo com os sindicatos, o projecto da CE provocará degradação das condições de trabalho para os empregados e deterioração dos serviços e da segurança para os utentes. - Foto de beinternacional.eu

A manifestação foi convocada pela Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes. Trabalhadores e sindicalistas denunciaram as medidas perigosas e destruidoras apresentadas pela Comissão Europeia e que prevêem separação e fragmentação de serviços ferroviários, incluindo a liberalização dos transportes público domésticos já no próximo ano.

De acordo com os sindicatos, este projecto provocará uma considerável degradação das condições de trabalho para os empregados e também uma deterioração dos serviços e da segurança para os utentes.

A Comissão Europeia pretende ainda impor serviços mínimos durante as greves, o que destruirá o seu impacto e afectará gravemente o direito à greve reconhecido internacionalmente.

Os trabalhadores ferroviários de Espanha, Itália, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Bulgária, Hungria, Suécia, Áustria e de outros países decidiram, por isso, congregar esforços de modo a estabelecer uma estratégia comum para exigir o cumprimento pleno do direito à greve e para lutar contra a fragmentação e a liberalização dos serviços ferroviários.

Ao mesmo tempo a manifestação foi organizada na Bélgica para protestar contra a abertura à competição no sector. A Deutsche Bahn, empresa alemã que detém 10 por cento do grupo Thalys (que faz ligações ferroviárias entre França, Bélgica, Alemanha e Holanda) juntamente com a SNCF (França, 68 por cento) e a SNCB (Bélgica, 28 por cento), pretende começar a instalar os seus próprios comboios no troço Paris-Bruxelas, considerado muito lucrativo.

Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu