A manifestação foi convocada pela Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes. Trabalhadores e sindicalistas denunciaram as medidas perigosas e destruidoras apresentadas pela Comissão Europeia e que prevêem separação e fragmentação de serviços ferroviários, incluindo a liberalização dos transportes público domésticos já no próximo ano.
De acordo com os sindicatos, este projecto provocará uma considerável degradação das condições de trabalho para os empregados e também uma deterioração dos serviços e da segurança para os utentes.
A Comissão Europeia pretende ainda impor serviços mínimos durante as greves, o que destruirá o seu impacto e afectará gravemente o direito à greve reconhecido internacionalmente.
Os trabalhadores ferroviários de Espanha, Itália, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Bulgária, Hungria, Suécia, Áustria e de outros países decidiram, por isso, congregar esforços de modo a estabelecer uma estratégia comum para exigir o cumprimento pleno do direito à greve e para lutar contra a fragmentação e a liberalização dos serviços ferroviários.
Ao mesmo tempo a manifestação foi organizada na Bélgica para protestar contra a abertura à competição no sector. A Deutsche Bahn, empresa alemã que detém 10 por cento do grupo Thalys (que faz ligações ferroviárias entre França, Bélgica, Alemanha e Holanda) juntamente com a SNCF (França, 68 por cento) e a SNCB (Bélgica, 28 por cento), pretende começar a instalar os seus próprios comboios no troço Paris-Bruxelas, considerado muito lucrativo.
Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu