Começou greve ao trabalho suplementar na Portway

20 de julho 2023 - 17:19

Os quatro sindicatos que convocaram a paralisação também marcaram greve total nos dias 30 e 31 de julho e 5 e 6 de agosto. Acusam a empresa de “escolher o conflito”. A semana passada foi noticiada a intenção da Vinci de vender a empresa de handling dos aeroportos nacionais.

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Trabalhadores da Portway. Foto da empresa.
Trabalhadores da Portway. Foto da empresa.

A greve ao trabalho suplementar na empresa de handling dos aeroportos nacionais Portway, que se iniciou esta quarta-feira e está convocada por tempo indeterminado, junta o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos, Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitário e Pesca, Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos e Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Aeroportos e Aviação.

Num comunicado conjunto, explicam que, para além desta greve, a 1 de agosto iniciar-se-à uma outra “ao trabalho em dia feriado que seja dia normal de trabalho”. Nos dias 30 e 31 de julho e 5 e 6 de agosto a paralisação será total.

Os sindicatos protestam contra a atitude da Portway/Vinci que “escolheu o conflito” porque “entendeu não prosseguir um caminho de diálogo”. A empresa decidiu “unilateralmente, alterar a forma de cálculo do pagamento dos feriados em escala, ao arrepio do espírito que havia sido acordado (alteração do coeficiente 1,50 para 0,50)”. Pelo contrário, garantem, “desde a primeira hora” os sindicatos procuraram que se “voltasse ao pagamento de acordo com o espírito negocial”.

Vinci quer vender Portway

Na semana passada, na reunião entre o presidente da Portway e os sindicatos, estes foram “informados da intenção da Vinci proceder à venda de 100% do capital da Portway”, informou o Sintac num comunicado em que colocou “algumas dúvidas no modo em que ocorre esta intenção, tendo por base que a Vinci obteve uma concessão dos aeroportos nacionais e não uma venda”. Pelo que afirmava que “irá indagar junto do poder político, pedindo uma reunião com caráter de urgência ao ministro João Galamba sobre este tema para saber se este tipo de operação é ou não possível em termos legais”.