A iniciativa foi promovida por quatro ativistas, entre as quais Greta Thunberg. "Têm de parar de fingir que podemos resolver a crise ecológica e climática sem a tratar como uma crise", exige-se no texto, subscrito, entre outros, pelos Prémios Nobel da Paz Malala Yousafzai e Nádia Murad, as escritoras Margaret Atwood e Naomi Klein, os cientistas Michael Mann, David Suzuki, Joachim Schnellnhuber e Kevin Anderson, e o ativista Bill Mckibbenos.
Na carta, os subscritores requerem "o fim imediato e efetivo de todos os investimentos na exploração e extração de combustíveis fósseis e de todos os subsídios aos combustíveis fósseis, bem como o desinvestimento completo dos combustíveis fósseis".
Para tal, pedem que se incluam as emissões de carbono nas estatísticas e objetivos económicos, incluindo o index de consumo, aviação internacional e transporte marítimo.
“A partir de hoje”, a União Europeia deverá “orçamentos anuais e vinculativos de emissões de carbono” com base no conhecimento científico disponível, que nos indica que teremos 66% de hipóteses de limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC. “Têm de ter em consideração a equidade global, pontos de rutura”, e não podem fazer depender as suas projeções com base em tecnologias futuras de emissões negativas que não passam, neste momento, de suposições.
Além da salvaguarda e proteção da democracia, os autores do texto requerem ainda a conceção de políticas que protejam os trabalhadores e os mais vulneráveis e reduzam todas as formas de desigualdade, nomeadamente a económica, a racial e a de género.
E requerem, também, que os Estados-membros da UE promovam, junto do Tribunal Penal Internacional, a consideração do ecocídio como um crime internacional.