"Cheque-ensino aumentará desigualdades sociais"

07 de setembro 2013 - 12:01

Num jantar-comício em Faro, a coordenadora bloquista lembrou o mau resultado da introdução do cheque-ensino na Suécia e acusou o Governo PSD/CDS de ser o primeiro, nos últimos 40 anos, a investir menos na Educação do que a média europeia.

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Bloco quer travar introdução do cheque-ensino para financiar escolas privadas, enquanto se degrada a escola pública. Foto Paulete Matos.

Esta sexta-feira, no jantar-comício da candidatura bloquista à autarquia de Faro, Catarina Martins voltou a apontar baterias à decisão do Governo de implementar o cheque-ensino. E lembrou que o exemplo sueco, que Nuno Crato e Passos Coelho querem copiar, deu péssimos resultados tanto ao nível das notas escolares, mas também porque “a qualidade do ensino degradou-se”, “aumentando as desigualdades” num sistema que beneficiava “sempre e só as crianças e os jovens filhos das famílias com contextos socioeconómicos mais elevados”.

“É esse o projeto de Nuno Crato: degradou a escola pública e agora quer colocar os poucos recursos na escola privada. Chama-lhe “cheque ensino, diz que é a liberdade de escolher”, criticou Catarina Martins, citada pela agência Lusa. A coordenadora bloquista acusa o Governo de “colocar os poucos recursos que ainda há na escola pública ao serviço da escola privada, tirar da escola pública que é para todos e para todas, para entregar à escola privada dos mais privilegiados”. 

“O que nós sabemos é que o cheque ensino é não só uma forma de roubar recursos à escola pública para entregar ao negócio privado das escolas privadas, como é também uma forma de aumentar as desigualdades sociais”, prossegui Catarina Martins, lembrando também que desde o 25 de Abril, este Governo “foi o primeiro a ter um investimento em Educação que é inferior à média europeia”.

 

Candidatura do Bloco denuncia "buraco negro" do Estádio do Algarve

O candidato do Bloco à Câmara de Faro insurgiu-se contra o estrangulamento das finanças locais por causa de alguns "buracos negros" abertos pelo PS e PSD no concelho, como o do estádio do Algarve. “Um buraco negro que estrangula as finanças locais” e que “custa cinco mil euros por dia de manutenção à autarquia”, recordou Vítor Ruivo, sugerindo que os munícipes da capital algarvia têm de aguentar uma ‘troika’ nacional e a ‘troika’ de Faro.

Vítor Ruivo defendeu ainda que a empresa que gere as águas e os resíduos de Faro "tem de ser reintegrada na autarquia" e apelou à “participação mais ativa dos cidadãos, seja através de orçamentos participativos, seja com referendos locais" para decidir assuntos da vida do concelho.