Dois anos depois das denúncias iniciais sobre perseguição e tortura de homossexuais na Chechénia, chegam à opinião pública informações sobre mais repressão. A rede russa LGBT esclarece que “desde o fim do mês de dezembro de 2018, uma nova vaga de detenções foi desencadeada sobre homens e mulheres por motivo da sua orientação sexual suposta ou real.”
Igor Kotchetkov, dirigente desta ONG, denunciou que as autoridades chetchenas confiscaram os documentos de identidade das pessoas que foram detidas para as impedir de sair do país. Para além disso, em declarações ao jornal “Le Monde” afirma que agora o nível de agressividade das autoridades aumentou: a diferença está “na crueldade extraordinária de que são alvo as pessoal interpeladas”. Acrescenta ainda: “se, em 2017, se ameaçava os homens de violação, hoje violam-se mesmo brutalmente.”
As autoridades do país negam a acusação, como fizeram na vaga repressiva anterior confirmada pelos meios de comunicação social internacionais e pela OSCE. A Amnistia Internacional considera os relatos credíveis e apela a uma “reação internacional”. Marie Struthers, diretora desta organização para a Europa de Leste e a Ásia Central, afirma que há “vidas em perigo”. “Estamos horrorizados pelos relatórios”, conclui.