Lutas

CGTP diz que o Governo quer avançar “à socapa” com o pacote laboral

06 de abril 2026 - 14:43

Antes de mais uma reunião entre o Governo, a UGT e as confederações patronais, o líder da CGTP voltou a exigir que a discussão decorra em sede de Concertação Social e não em “reuniões paralelas”.

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Tiago Oliveira
Tiago Oliveira. Foto CGTP

Numa conferência de imprensa realizada em frente ao Ministério do Trabalho, horas antes da reunião que voltará a juntar o Governo, a UGT e as confederações patronais, o secretário-geral da CGTP voltou a dizer que a central sindical "não quer participar em reuniões paralelas" e que o tema deve ser discutido em plenário da Concertação Social.

Respondendo à ministra do Trabalho, que tinha dito que a CGTP podia fazer um pedido formal para integrar estas reuniões paralelas, Tiago Oliveira diz que a CGTP não tem que "pedir por favor para reunir e para discutir os problemas dos trabalhadores" e que “a mesma convocatória ou o mesmo método que a ministra utilizou para convocar as outras organizações que utilizasse para convocar a CGTP".

"O que este processo tem demonstrado é que o Governo está a tentar cozinhar a sua estratégia à margem das reuniões de Concertação Social e está aqui mais uma vez demonstrado o afastamento da CGTP de todo este processo", prosseguiu Tiago Oliveira.

Nos documentos que tem apresentado a estas reuniões, o Governo insiste em medidas como o alargamento do prazo dos contratos a termo certo e incerto, a não reintegração de trabalhadores em caso de despedimento ilícito, o regresso do banco de horas individual e a revogação do banco de horas grupal, e faz pequenas mexidas nas restrições ao 'outsourcing' e nos setores abrangidos por serviços mínimos em caso de greve.

A CGTP tem manifestação nacional marcada para o dia 17 de abril, que irá terminar em frente ao Parlamento e Tiago Oliveira insiste que não aceita “discutir retrocessos” e que "todas as formas de luta estão em cima da mesa" para travar um pacote laboral "que vai contra os trabalhadores".

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