Centenas de alunos e professores da Escola Básica 2 e 3 Gaspar Correia e Escola Secundária da Portela e Moscavide, na Portela de Sacavém, concentraram-se esta manhã à porta dos estabelecimentos de ensino com o objetivo de exigir a retirada do amianto. A concentração foi seguida de uma caminhada que culminou num cordão humano junto ao centro comercial da Portela.
Os manifestantes exigem não apenas a remoção imediata do amianto das suas escolas, mas também de todos os estabelecimentos de ensino do país.
Ao som das palavras de ordem “Amianto fora, não quero morrer agora”, os estudantes foram lendo partes do manifesto durante o percurso da manifestação. À frente do protesto ia uma faixa que dizia “Não podemos esperar! Todos juntos conseguimos remover o amianto!”.
Centenas de defensores da Escola Pública das mais diversas idades estão a ocupar as ruas da Portela para defender a remoção do amianto dos edifícios escolares. Quando não nos ouvem, fazemo-nos ouvir. É assim que o país avança.@PedroFgSoares @BlocoLOURES pic.twitter.com/rIMs5GkHye
— Fabian Figueiredo (@ffigueiredo14) October 10, 2019
A ação de protesto é organizada pelos movimentos ESPeloClima, composto por alunos da Escola Secundária da Portela, e Escolas Sem Amianto, que integra professores e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide. Segundo a agência Lusa, os organizadores da manifestação exigem também uma audição junto do Ministério da Educação.
Em declarações ao jornal Público, André Julião, do Movimento Escolas Sem Amianto, explica que "o objetivo aqui é alertar para a necessidade urgente de remoção do amianto nas escolas da Portela, como nas de Camarate, São João da Talha ou de Bucelas, que ainda padecem deste problema por inação do Ministério da Educação”.
A Direção-Geral de Saúde (DGS) explica no seu site oficial que “amianto” é a designação comercial utilizada para a variedade fibrosa de seis minerais metamórficos de ocorrência natural. Muito utilizado entre 1945 e 1990, o amianto foi integrado construção de edifícios, estando presente em materiais, como as telhas de fibrocimento, revestimentos e coberturas de edifícios, gessos e estuques, revestimentos à prova de fogo, revestimentos de tetos falsos e isolamentos térmicos e acústicos. Estando proibida desde 2005 a sua utilização e comercialização, este ainda não foi retirado de muitos edifícios.