Afirmando que o CDS-PP é um "partido responsável que coloca o interesse nacional acima de tudo", Paulo Portas anunciou que o partido irá remeter “às instâncias internacionais uma declaração em que damos suporte ao programa e nos comprometemos com a execução das suas metas".
Recorde-se que o pacote de medidas de austeridade proposto pela troika será especialmente gravoso para as camadas mais desprotegidas da população, nomeadamente a idosa e a desempregada, prevendo o congelamento, pelo menos até 2013, das pensões, o agravamento das taxas moderadoras das consultas de especialidade e das urgências, o agravamento do preço nos transportes, o aumento do IVA e do IRS e a descida do subsídio de desemprego.
Acordo tem “coisas boas e tem coisas más, mas tem que ser assim”
No comício realizado esta quarta-feira à tarde, em Coimbra, Francisco Louçã tinha admitido a possibilidade de os líderes do PSD e do CDS-PP declararem o apoio formal ao acordo entre o Governo e a troika. A este respeito, o coordenador bloquista afirmou que “logo à noite, o doutor Passos Coelho e o doutor Paulo Portas vão pôr a sua melhor cara de missa do sétimo dia e vão dizer que, tudo ponderado, é preciso apoiar”.
Louçã admitiu ainda que ao declarar apoio ao acordo, os líderes do PSD e do CDS-PP estão a “assinar o desprezo para com os mais velhos” e a “abandonar todas as promessas que fizeram aos reformados”.