Eleições Europeias

Catarina quer combater "a sina de que se salvam os bancos sempre contra os povos"

20 de abril 2024 - 21:26

A candidata bloquista às europeias de 9 de junho interveio no enceramento da conferência No Pasaran e criticou as políticas que dão benefícios aos fundos imobiliários contra o direito à habitação.

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Catarina Martins
Catarina Martins. Foto de Ana Mendes

Catarina Martins interveio este sábado no encerramento da terceira conferência europeia "no Pasaran", uma iniciativa de combate à extrema-direita organizada pela Esquerda Europeia e a Rede Transform!. Nesta sessão participaram ainda a coordenadora bloquista Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte, da Humans Before Borders, o presidente da Esquerda Europeia Walter Baier e a vice-presidente Claudia Haydt, além da co-vice-presidente da Rede Transform! Danai Koltsida.

Na sua intervenção, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias de 9 de junho começou por destacar o tema da conferência, falando dos "novos ventos" que alimentam os velhos fascismos. "No pasto seco, onde não cresce a esperança, é fácil o ódio lavrar como o fogo", afirmou Catarina Martins.

Mas o tema forte do discurso foi a crise da habitação que atravessa Portugal mas também a União Europeia, apontando responsabilidades à governadora do Banco Central Europeu por manter os juros altos e assim aumentar também a aflição de quem tem um crédito à habitação, bem como aos governos que têm governado em função dos interesses do setor financeiro. "A sina de que se salvam os bancos, sempre contra os povos, não se aceita. Combate-se. E esse é o nosso combate".

A criação de regimes fiscais que promovem os fundos imobiliários e a transformação das casas em ativos financeiros são uma das causas apontadas por Catarina Martins para o fracasso dos programas de habitação. "Afinal, e como agora a AD continua a propor fazer, fez-se tudo para não abanar o privilégio da especulação", o que se traduz em colocar o Orçamento do Estado "a financiar os preços crescentes impostos com a especulação imobiliária" num país "em que um salário não consegue pagar uma casa".

"Enquanto se ocupa o país com as contas do desconto de um euro por mês no salário de mil euros, e se dá borlas a sério no IRC das grandes empresas e fundos, ninguém diz como pagará esse salário a renda que duplicou", prosseguiu Catarina, apelando à participação de todas as lutas nos desfiles do 25 de Abril, pois são elas "a água que mata a seca, que irriga o campo, que semeia futuro".