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Catarina: Empresas ligadas a offshores não devem aceder a fundos públicos

“Vem aí o Programa de Recuperação e Resiliência, achamos que empresas ligadas a offshores não podem ficar com esse dinheiro”, afirmou Catarina Martins à margem de um encontro com trabalhadores da Altice.
Imagem de klimkin por Pixabay

Questionada pelos jornalistas, à saída de uma reunião com trabalhadores da Altice que recusam o processo de despedimento coletivo em curso na empresa, Catarina Martins frisou que “os offshores são uma forma de quem é rico não pagar impostos e não cumprir a lei”.

“Vamos ser absolutamente claros, o facto de existir sempre gente com responsabilidades políticas nos partidos que têm alternado no poder ligados a estes processos, mostra bem porque é que tem sido sempre tão difícil alterar a lei, como o Bloco tem vindo a propor”, avançou a coordenadora bloquista.

Catarina Martins afirmou considerar ser “extraordinário”, que Morais Sarmento, vice-presidente do PSD, assuma “com muita candura, até, que usou um offshore para não cumprir a lei”.

“Cálculos feitos por entidades internacionais dizem que aquilo que Portugal deixa de receber por ano em impostos por causa dos offshores é equivalente ao que seria necessário para pagar um ano de salário a 50 mil enfermeiros”, lembrou a dirigente do Bloco.

“Quem põe dinheiros nos offshores está a fugir à lei e está a roubar o país e é por isso que é preciso atuar, digo mesmo que é de elementar justiça que empresas com ligações aos offshores não tenham direito a acesso a fundos públicos”, continuou.

O jornal Expresso desenvolveu uma investigação em conjunto com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) para descobrir se existiam figuras portuguesas no meio dos 12 milhões de ficheiros dos Pandora Papers.

A investigação chegou aos nomes de Nuno Morais Sarmento (atual vice-presidente do PSD), Vitalino Canas (porta-voz do PS durante a liderança de Sócrates) e Manuel Pinho (ministro da Economia entre 2005 e 2009).

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