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Catarina diz que privatização foi “assalto ao país” e defende controlo público dos CTT

Em declarações no protesto dos trabalhadores dos CTT em greve, Catarina Martins relembrou que apenas quatro países no mundo não têm serviço postal público e acusou a administração de “tornar impossível aos CTT cumprir os seus serviços”.
Os trabalhadores dos CTT “merecem respeito e condições de trabalho, e o país precisa de um serviço público postal”, disse Catarina. Foto de António Cotrim, Lusa.
Os trabalhadores dos CTT “merecem respeito e condições de trabalho, e o país precisa de um serviço público postal”, disse Catarina. Foto de António Cotrim, Lusa.

A greve dos trabalhadores dos CTT marcada para esta sexta-feira teve por objetivo lutar contra a deterioração do serviço postal, pelo aumento dos postos de trabalho que o sindicato considera "fundamental para prestar um serviço de qualidade", e pelo aumento dos salários e pela manutenção dos direitos.

A coordenadora do Bloco de Esquerda esteve na manifestação em solidariedade com os trabalhadores dos CTT.

“Neste momento, os cortes da administração tornaram impossível aos CTT cumprir os seus serviços. A ANACOM já acusou os CTT de não cumprirem nenhum indicador de qualidade. As pessoas olham para os carteiros e trabalhadores dos CTT e ficam revoltadas pela falta de resposta dos serviços, e os trabalhadores querem garantir um serviço de qualidade e é por isso que aqui estão hoje”, começou por dizer.

Os CTT “eram uma empresa lucrativa quando eram uma empresa pública, que deu mais de 70 milhões de euros ao ano antes da privatização, e que foi privatizada pela direita numa operação que foi um verdadeiro assalto ao país”, acusou.

Catarina relembrou de seguida que existem apenas “quatro países no mundo que não têm serviço postal público, e Portugal é um deles. Porque é que na esmagadora maioria dos países há serviço público postal? Porque é necessário e funciona bem quando é público”.

Os trabalhadores dos CTT “merecem respeito e condições de trabalho, e o país precisa de um serviço público postal”, prosseguiu.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e telecomunicações (SNTCT) e Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), que convocaram a greve, acusam a administração da empresa de estar a destruir os CTT e prometeram lutar contra a deterioração do serviço postal, pelo aumento dos postos de trabalho, "fundamental para prestar um serviço de qualidade", pelo aumento dos salários e pela manutenção dos direitos.

Além dos “salários justos e dignos” e da “admissão de trabalhadores efetivos”, a paralisação tem também como objetivo reclamar a “alteração do modelo organizacional em todos os setores da empresa”. A Fectrans reivindica ainda um “serviço postal com qualidade, assegurado pelo estado português” e, por isso, a renacionalização urgente dos CTT.

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