Lutas

Carris está em greve e Metropolitano encerra na noite de Santo António

12 de junho 2025 - 12:05

Trabalhadores da Carris cumprem esta quinta-feira uma paralisação de 24 horas. À noite realiza-se um plenário dos trabalhadores do Metro, com as estações a fecharem mais cedo.

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Elétricos da Carris
Foto Carris/Facebook

Depois da greve parcial do início do mês, os trabalhadores da Carris regressaram à luta com uma greve de 24 horas esta quinta-feira. Segundo a Fectrans, a principal reivindicação é a redução do horário de trabalho para as 35 horas ainda este ano. Os trabalhadores exigem também a resolução do pagamento das deslocações, sem a contabilização dos bónus, com efeitos a Janeiro de 2025, e o reconhecimento por parte da administração que a greve não pode contar para efeitos de majoração das férias.

Para esta paralisação que decorre durante todo a quinta-feira foram definidos serviços mínimos que passam pelos serviços obrigatórios como o transporte exclusivo de deficientes ou os postos médicos da empresa e pelo funcionamento “em 50% do seu regime normal” das carreiras 703, 708, 717, 726, 735, 736, 738, 751, 755, 758, 760 e 767.

“O balanço da greve dos trabalhadores é bastante positivo face aos serviços mínimos decretados”, disse à Lusa Manuel Oliveira, do Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores, recusando entrar numa “guerra de números” com a empresa, que antes tinha admitido a supressão de 38% do serviço até às 10h da manhã.

Na noite de quinta-feira, com a cidade de Lisboa a festejar o Santo António, as estações de metro estarão encerradas. Os trabalhadores do Metropolitano irão reunir-se em plenário a partir das 21h15 após terem visto a administração da empresa não resolver em tempo útil os problemas que os afetam. Em comunicado, os sindicatos STRUP, STTM, SINDEM, SITESE, STMETRO e SITRA dizem que a administração os convocou no feriado de 10 de junho para os tentar convencer a suspender o plenário, mas nada fez para que isso acontecesse ao deixar mais uma vez sem resposta as principais reivindicações.

Elas passam pela resolução imediata de vários processos pendentes, como a proposta de regulamento da carreira apresentada em agosto de 2023, a redução do período normal de trabalho para as 37,5 horas ou a proposta de revisão parcial do Acordo de Empresa apresentada em outubro de 2024. Reclamam também o cumprimento de vários acordos e normas, que dizem respeito ao pagamento das variáveis, aos concursos internos, à marcação de férias, restrições médicas, avaliações de desempenho, entre outros.