A Coordenadora Concelhia de Braga do Bloco de Esquerda anunciou que vai apresentar uma queixa-crime contra o cidadão Filipe Barroso, porta-voz do movimento que promoveu a homenagem ao cónego Melo, através de uma estátua.
Barroso acusou o Bloco de Esquerda de ter sido um dos autores do ataque de que foi alvo a estátua do cónego Melo.
“O Bloco de Esquerda, através de alguns dos seus ativistas, marcou presença e mostrou-se solidário com a concentração, que decorreu de forma pacífica e sem incidentes, ao lado de dezenas de bracarenses, das mais variadas proveniências ideológicas”, diz o comunicado divulgado pela concelhia bracarense, que pondera, porém, que “confundir uma manifestação pacífica com um ato de vandalismo é totalmente inaceitável e só pode provir de quem não possui uma verdadeira consciência democrática, o que, vindo de quem vem não é de admirar”.
O Bloco de Braga considera ainda que “tentar fazer crer que a contestação à estátua se limita aos militantes e simpatizantes dos partidos políticos de esquerda é uma forma de ocultar o sentimento de indignação e desaprovação que perpassa na sociedade portuguesa, como atestam as largas dezenas de personalidade que subscreveram a convocatória da concentração, e como testemunham as múltiplas mensagens endereçadas aos promotores da mesma”.
Por outro lado, o Bloco de Esquerda “responsabiliza o executivo socialista da Câmara de Braga por toda esta infeliz polémica, ao permitir a colocação, no espaço público, de uma estátua a um homem que divide profundamente a opinião pública bracarense e nacional, e que por isso não merece ser homenageado num local que é de todos”.