Jair Bolsonaro reuniu-se ao almoço desta quarta-feira, 7 de novembro, com os membros do Supremo Tribunal de Justiça, tendo também participado Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública.
À comunicação social, Bolsonaro declarou: “o Ministério do Trabalho vai ser incorporado a algum ministério". O Presidente do Brasil anunciou ainda que o futuro ministro da Defesa, general Augusto Heleno, será também ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Segundo a Folha de S. Paulo, as responsabilidades do Ministério do Trabalho devem ser divididas por outros superministérios, podendo a fiscalização dos direitos laborais ser atribuída ao ministério da Família e a gestão dos direitos sociais, do rendimento e do emprego ao ministério da Economia.
O Ministério do Trabalho divulgou uma nota onde se afirma: "o futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva".
Em comentário à decisão presidencial, Guilherme Boulos considera que “a decisão de Bolsonaro de acabar com o Ministério do Trabalho é muito grave”.
A decisão de Bolsonaro de acabar com o Ministério do Trabalho é muito grave. A fiscalização das condições abusivas de trabalho e do trabalho escravo, por exemplo, é feita hoje por este Ministério. E agora, liberou geral para os patrões?
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) 7 de novembro de 2018
Manuela D’Ávila, dirigente do PC do B e que foi candidata à vice-presidência de Fernando Haddad, escreve: “No Brasil do trabalho sem direitos, dos milhões de desempregados e do trabalho escravo que persiste, julgam o ministério desnecessário. Que tempos estamos vivendo!”
Bolsonaro confirma que extinguirá o Ministério do Trabalho. No Brasil do trabalho sem direitos, dos milhões de desempregados e do trabalho escravo que persiste, julgam o ministério desnecessário. Que tempos estamos vivendo!
— Manuela (@ManuelaDavila) 7 de novembro de 2018