No documento, a organização local do Bloco de Esquerda alerta para o facto de a constituição de mega agrupamentos, imposta pelo “governo lacaio e executor das decisões desastrosas e ruinosas da troika”, se traduzir no aumento do desemprego entre os professores e funcionários das escolas, na deterioração das condições de trabalho para alunos, professores e pessoal não docente, no aumento das dificuldades de aprendizagem dos alunos, fomentando mais fenómenos de insucesso e de abandono escolar, e no agravamento da indisciplina e de instabilidade entre os alunos, entre outros.
Em Portimão, a medida imposta pelo executivo do PSD/CDS-PP materializar-se-á na agregação de escolas entre a Escola Secundária Poeta António Aleixo e o Agrupamento de Escolas D. Martinho de Castelo Branco, o que contraria “as posições tanto deste Agrupamento, como do próprio Município, que deram Pareceres negativos contra a agregação de escolas”, avança a concelhia do Bloco de Portimão.
No comunicado, esta estrutura lembra que “anteriormente já tinha sido formado, neste concelho, o Mega Agrupamento da Bemposta pelo governo Sócrates, de triste e má memória”, e repudia a decisão do governo, nomeando-a “lamentável e gravemente desrespeitadora das posições veiculadas pela comunidade educativa e pelo poder local, democraticamente eleito pelas populações locais”.
O Bloco/Portimão apela ainda “aos cidadãos para que se mobilizem contra a destruição dos serviços públicos – incluindo a Escola Pública – que está a ser levada a cabo pelo famigerado governo da troika”.
Para o coordenador do Bloco de Portimão, João Vasconcelos, a mobilização popular é, de facto, “a única forma de travar as medidas destrutivas que o Governo tem implementado em vários setores da sociedade, nomeadamente na educação".