A partir da passada quarta feira, 2 de Fevereiro, os oito concelhos deixaram de ter SAP, passando os centros de saúde a encerrar entre as 20h e as 8h de segunda a sexta e até às 9 h aos fins de semana e feriados. O Bloco de Bragança encara a medida com preocupação, discordando dos critérios do Ministério da Saúde “uma vez que imperaram raciocínios economicistas” e considerando que deveriam presidir “a preocupação com a qualidade” e a “acessibilidade dos equipamentos e serviços de saúde junto de todas as populações”. (Leia comunicado na íntegra em braganca.bloco.org)
O grupo parlamentar do Bloco, através dos deputados João Semedo e Pedro Soares, questionou o Governo (aceda ao texto integral) considerando que “os utentes do Serviço Nacional de Saúde do distrito de Bragança têm os mesmos direitos dos utentes do resto do país e não podem ser discriminados pelo simples facto de viverem em concelhos do interior e em áreas rurais” e alertando que a notícia comunicada pela ARS Norte aos centros de saúde e às Câmaras Municipais para além de apenas ter sido comunicada por fax na véspera, não incluiu “informação sobre a criação de postos avançados do INEM, fornecimento de ambulâncias SIV (Suporte Imediato de Vida), infra-estruturas para heli-evacuação ou perspectivas de instalação de Serviços de Urgência Básica (SUB)”, o que “ suscita todas as preocupações nos responsáveis autárquicos e nas populações”, referem.
Assim, os deputados do Bloco perguntam à Ministra da Saúde: Como justifica o encerramento dos oito SAP; se os utentes do SNS daqueles concelhos “têm assegurado os serviços básicos de saúde em permanência, tendo em conta o perfil etário e socioeconómico, bem como as dificuldades de mobilidade que caracterizam a região”; se o ministério garantiu nos oito concelhos “os meios alternativos que têm de ser proporcionados às populações, nomeadamente postos avançados do INEM e presença de ambulâncias SIV”; “que mecanismos foram criados para a monitorização da reestruturação da rede dos serviços” e se está prevista a “participação das autarquias e de representantes dos utentes”.