Bloco questiona despesas no Centro de Formação Profissional para a Indústria de Cortiça

24 de janeiro 2011 - 16:14

O Cincork atravessa graves problemas de tesouraria com atrasos no pagamento a funcionários e formadores. O deputado Pedro Filipe Soares questionou o Governo sobre a situação financeira do Centro de Formação e, agora, sobre a situação privilegiada do seu director.

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Cincork atravessa graves problemas de tesouraria com atrasos no pagamento a funcionários e formadores.

No dia 14 de Janeiro, o Bloco de Esquerda questionou (aceda ao requerimento na íntegra) o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social sobre a situação financeira do Concork - Centro de Formação Profissional para a Indústria de Cortiça. No mesmo requerimento, o deputado Pedro Filipe Soares perguntava também ao Governo porque razão os trabalhadores do Cincork ainda não tinham recebido o subsídio de Natal e se o Centro iria pagar as dívidas a funcionários e formadores e quando. O Bloco inquiria ainda o Governo se a formação no centro iria continuar e se existiam ou não auditorias ao Cincork.

Agora, o Bloco apresenta novo requerimento (aceda ao texto integral), onde questiona a “situação privilegiada” do Director do Centro e pretende esclarecer despesas referentes à sua actividade, nomeadamente: “Viatura para uso pessoal, com respectivo pagamento de portagens e combustível”; “Despesas de representação para funções que não decorrem do cargo de director, como almoços e jantares”; “Despesa relativa à Isenção de Horário, o que parece caricato, dado que o director raras vezes é visto no centro”.

O Bloco pergunta ainda ao Governo se tem conhecimento das diversas actividades do Director do Cincork e se estas actividades “não ferem o regime de actividade” a que está obrigado. Segundo o requerimento, o Bloco sabe que o director do Concork “exerce actividade também na Universidade do Minho e na Universidade Lusíada do Porto, para além de se ter tornado recentemente mesário da Santa Casa da Misericórdia do Porto”.

Por fim, o deputado Pedro Filipe Soares pretende saber da “legalidade da contratação e remuneração” de uma funcionária “cuja contratação aconteceu sem concurso público” e que terá recebido o vencimento de Dezembro sem ter “trabalhado qualquer dia”.

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