O comunicado emitido pela distrital de Castelo Branco do Bloco reporta-se a informações recolhidas por “moradores e pescadores da zona” que deram conta que “o volume do rio começou a descer consideravelmente em Maio”.
A situação, porém, intensificou-se “há três ou quatro semanas”considerando agora o partido que “o caudal começou a ser incomportável para a biodiversidade, para as actividades piscatórias e de lazer”. O rio tem já, em alguns locais “menos de um metro de largura” o que agrava “o risco de existir uma mortandade enorme de peixes no rio, proibindo os pescadores de exercer a sua actividade profissional e de alguns empresários garantir o investimento feito naquela região”.
Apesar de ter consciência de que “os caudais dos rios costumam descer consideravelmente no verão”, esta distrital bloquista estranha a dimensão do fenómeno que considera “não ser explicável” porque “a barragem do Fratel e a barragem de Belver estão com a sua capacidade normal para esta época do ano” e “não existe também nenhuma obra em nenhuma barragem para a água ter de ser desviada”.
A Agência Portuguesa do Ambiente adiantou, depois de ter sido emitido este comunicado, que o baixo nível da água nos rios Tejo e Ponsul resultou de “descargas extraordinárias” na barragem de Cedillo, em Espanha, “para que Espanha possa cumprir o regime de caudais anual estabelecido na Convenção de Albufeira para a bacia hidrográfica do Tejo, já que os regimes semanais e trimestrais têm sido cumpridos ao longo do ano hidrológico 2018/2019, que termina no final deste mês”.
Em resposta escrita à Lusa, a APA esclarece que as autoridades espanholas “manifestaram a sua firme intenção em cumprir todos os regimes de caudais estabelecidos na Convenção” para a bacia do Tejo diz que vai continuar a “acompanhar atentamente a situação”.