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Bloco quer referendo sobre privatização da água

Bloco de Esquerda desafia governo a promover um referendo sobre a privatização da empresa Águas de Portugal, defendendo que estamos perante um “bem público e limitado”. Petição que defende referendo já reuniu cerca de 8 mil assinaturas.
A petição a favor de um referendo sobre a privatização da Águas de Portugal já reúne, na internet, cerca de 8 mil assinaturas, sendo que também já foi criado um evento no facebook sobre esta matéria.

Em conferência de imprensa, o deputado do Bloco de Esquerda Luís Fazenda desafiou o governo a perguntar “aos portugueses se estão de acordo com a privatização das Águas de Portugal mesmo que a 49 por cento”.

“As águas são um domínio público, entendemos que são um bem vital, são recurso limitado. O povo português, as cidadãs, os cidadãos tem uma palavra a dizer neste assunto”, argumentou o dirigente bloquista.

Segundo o Bloco, “a privatização de sistemas de águas noutros países têm trazido um encarecimento do produto, um desinvestimento na qualidade, conservação e transporte da água”, sendo que nem os próprios partidos que constituem o governo estão de acordo nesta matéria, “que está para além do acordo com a ‘troika’.

O Bloco de Esquerda comprometeu-se a dar entrada na Assembleia da República do "correspondente projecto de resolução para que seja votado esse referendo”.

Petição Privatização da Água a Referendo

A petição a favor de um referendo sobre a privatização da Águas de Portugal já reúne, na internet, cerca de 8 mil assinaturas, sendo que também já foi criado um evento no facebook sobre esta matéria.

Os signatários defendem que “algo tão fundamental” como a água “não deve e não pode ser alvo de uma gestão privatizada que naturalmente visaria a lógica empresarial com base na obtenção de lucros e mais-valias”, pelo que apelam a que “o controlo da gestão da água e respectiva rede de abastecimento seja garantido pelo Estado, dotando as autarquias locais, ou outra entidade central de financiamento que permita a manutenção da distribuição , de forma a garantir a sua Universalidade e qualidade, mediante um preço justo, devendo este ser calculado em função do consumo e sua tipologia, nunca tendo por base a localização geográfica dos cidadãos”.

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