Bloco quer que Governo denuncie contrato com o Grupo Mello

06 de maio 2011 - 11:56

Grupo Mello pretende mais 20 milhões de euros não previstos no contrato para o Hospital de Braga, como contrapartida para garantir o trabalho a cerca de 250 funcionários em risco de despedimento.

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Grupo Mello pretende mais 20 milhões de euros não previstos no contrato para o Hospital de Braga, como contrapartida para garantir o trabalho a cerca de 250 funcionários em risco de despedimento.

A administração do Hospital de Braga, a cargo do Grupo Mello, pretende um aumento de 25% das verbas contratualizadas com o Governo para a gestão daquele hospital. Este montante representa um aumento de 25% em relação aos valores o que eleva em 170 milhões de euros o custo do contrato visado pelo Tribunal de Contas, que validou valores na ordem dos 845 milhões de euros para os anos de gestão que o Grupo José de Mello Saúde tem ainda pela frente, até 2020.

O aumento de verba tem a justificação de assegurar o emprego a cerca de 250 funcionários que actualmente integram o quadro do pessoal do São Marcos e que estão em risco devido à passagem ao quadro de mobilidade da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

Bloco critica tom de “chantagem”

O deputado do Bloco eleito pelo Círculo de Braga, Pedro Soares, criticou o “tom de chantagem” do Grupo Mello, afirmando que as “últimas exigências do Grupo Mello, apresentadas em tom de chantagem e realizada nas vésperas da abertura do novo Hospital de Braga, e de que um deputado do PS se fez eco, são mais uma demonstração de que o governo já devia ter rescindido o contrato com a José de Mello Saúde”.

O deputado bloquista exigiu ainda que o Governo denuncie o contrato com o Grupo Mello, referindo que a “instabilidade é da exclusiva responsabilidade do governo e da Ministra da Saúde que, apesar do comportamento da sociedade gestora José de Mello, se recusa a fazer a única coisa que pode trazer normalidade e tranquilidade ao Hospital de Braga: pôr termo à gestão privada, rasgar o contrato e devolver o Hospital à gestão pública”.