No projeto de resolução entregue na Assembleia da República, o Bloco defende que a execução da avaliação que ficou por fazer “deve também integrar um mecanismo de participação dos vários parceiros e das próprias pessoas sem-abrigo, que têm sido protagonistas de iniciativas e de grupos que intervêm sobre estas temáticas”. Numa iniciativa inédita realizada no ano passado, o Bloco de Esquerda organizou uma audição com ativistas do movimento “Uma Vida Como a Arte” e pessoas sem-abrigo.
No entender do Bloco, entre os obstáculos que a Estratégia Nacional 2009-2015 teve de enfrentar contam-se os efeitos das políticas de austeridade que fizeram crescer o número de pessoas sem-abrigo em Portugal ou “o modo como o Governo anterior negligenciou as políticas sociais, como limitou o financiamento e não avançou com medidas que teriam sido essenciais no âmbito desta Estratégia”, que o Bloco considera “um processo positivo e inovador”.
As propostas de recomendação do Bloco ao governo incluem “uma avaliação participada e integrada da estratégia, incluindo todas as entidades parceiras e as próprias pessoas sem-abrigo”, a sua renovação “garantindo a parceria numa atividade transversal entre os diferentes sectores da política social, as entidades envolvidas e as pessoas sem-abrigo” e a afetação de recursos à nova estratégia para garantir que os seus objetivos sejam cumpridos.