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Bloco quer avançar já para fim de taxas moderadoras e contratação de profissionais

A par de antecipar estas medidas e reforçar substancialmente o orçamento do SNS, Moisés Ferreira explicou que também já foram apresentadas propostas para garantir o acesso a consultas, tratamentos e medicamentos e a atribuição do número de utente a todas as pessoas residentes em Portugal.
Bloco quer garantir reforço imediato do SNS.
Bloco quer garantir reforço imediato do SNS. Foto de Paulete Matos.

Em declarações ao Esquerda.net, o deputado avançou que, no âmbito do orçamento suplementar que se começa a debater em junho, o Bloco já defendeu que “é necessário um aumento substancial do orçamento do SNS, de forma a dar-lhe recursos para responder a quatro frentes: manter a resposta à Covid19, recuperar a atividade suspensa, retomar a atividade programada e reforçar a resposta em áreas como a saúde mental ou a saúde pública”. O Bloco quer antecipar a contratação dos 8400 profissionais que o Governo se comprometeu a contratar até ao final de 2021: “Esses profissionais devem ser contratados já”, frisou Moisés Ferreira.

O Bloco também já apresentou ao Governo propostas para garantir o acesso aos cuidados de saúde.

“De facto, esta é uma matéria que nos preocupa. Não só a retração da procura de cuidados por parte da população por receio da Covid-19, mas a dificuldade de acesso por causa da crise que fez com que as pessoas com menos rendimento perdessem uma parte considerável desse mesmo rendimento, estando agora mais pobres”, sinalizou o dirigente bloquista.

Em causa está a antecipação do fim das taxas moderadoras em meios completares de diagnóstico que estava previsto para 1 de janeiro de 2021 e que “deve acontecer já com o próximo orçamento suplementar”. Das medidas propostas constam ainda a gratuitidade do transporte não urgente de doentes e a comparticipação adicional nos medicamentos com receita médica para pessoas em situação de carência económica.

O Bloco pretende ainda assegurar “um mecanismo ágil e a desburocratização na atribuição de número de utentes a todas as pessoas residentes em Portugal, no espírito da nova lei de bases que considera beneficiários do SNS todas as pessoas, independentemente da sua situação já se encontrar regularizada ou não”.

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