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Bloco quer acabar com gestão privada do serviço de imagiologia em Viana do Castelo

Moisés Ferreira explicou que o partido propõe a contratação imediata de médicos radiologistas e dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica que trabalham a recibos verdes para a empresa que tem a concessão do serviço.
Foto de Università Campus Bio-Medico di Roma, Flickr.

No final de uma reunião que manteve esta segunda-feira com a administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), o deputado afirmou, em declarações à agência Lusa, que o Bloco “vai endereçar ao Ministério da Saúde uma proposta de contratação imediata de médicos radiologistas que já disseram à administração da ULSAM que têm disponibilidade para serem contratados”.

Moisés Ferreira adiantou ainda que será ainda proposta a “contratação dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica que, neste momento, estão subcontratados pela empresa que tem a concessão do serviço".

O dirigente do Bloco assinalou que "pelo menos cinco médicos radiologistas poderão integrar o serviço, sendo que três já escreveram à administração daquela estrutura a manifestar disponibilizada de contratação".

No que concerne aos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) que atualmente trabalham para a empresa privada que gere o serviço de imagiologia, Moisés Ferreira afirmou que estes "ganham muito mal, porque a empresa paga muito abaixo do valor pago pelo SNS”. Acresce que “ainda levam menos rendimento para casa porque são recibos verdes".

Se o Governo autorizar a contratação de médicos e TSDT , a ULSAM “ficará com capacidade para fazer esses exames”, podendo “internalizar, de uma vez por todas, esta resposta em vez de andar a concessionar a empresas exteriores que fazem muito mais caro e fazem pior serviço", sublinhou.

Moisés Ferreira lembrou ainda que "o Bloco tem defendido insistentemente que este e outros meios complementares de diagnóstico e terapêutica devem ser internalizados no SNS a prestar estes serviços".

"Não faz sentido que estes serviços estejam concessionados a privados e que custam ao SNS, por ano, mais de 400 milhões de euros. Temos a total certeza de que se eles forem prestados diretamente pelo SNS custarão muito menos. É uma questão de sustentabilidade do próprio SNS", defendeu.

Numa publicação na sua página de facebook, o deputado bloquista reforçou que a concessão a privados “é uma má opção para o Estado”, que “acaba por pagar mais”, para os utentes, que “poderiam ter mais acesso e mais rápido se o serviço estivesse internalizado” e para os profissionais, “que pela empresa privada recebem menos e em piores condições”. A este respeito dá o exemplo dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica a recibos verdes que, ao final do mês, “levam para casa 600 euros”.

 

 

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